- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em Truth Social que pode aprovar um acordo com o Irã nesta sexta, com grandes concessões de Teerã, incluindo a abertura do estreito de Hormuz e a eliminação do programa nuclear.
- O Irã negou que um acordo final tenha sido alcançado, com autoridades dizendo que ainda há conversas e que não houve entendimento definitivo.
- Entre as condições descritas por Trump estariam: abrir o estreito de Hormuz sem tarifas, eliminar minas, permitir que EUA descubram e destruam urânio altamente enriquecido e impedir a transferência de ativos congelados.
- O governo iraniano disse que não houve discussão sobre o tema nuclear e que o bloqueio norte-americano no estreito deve ser visto com ceticismo; há mensagens em andamento, mas sem acordo.
- Observadores apontam que, mesmo sem acordo, há sinalizações de que negociações continuam, com participação de mediadores e autoridades regionais, enquanto Maomé Bagher Ghalibaf e outros líderes iranianos endurecem a posição.
Donald Trump afirmou em rede social que pode aprovar um acordo com o Irã nesta sexta-feira, trazendo concessões significativas, como a abertura do estreito de Hormuz e o fim do programa nuclear. Teerã, porém, negou ter chegado a um acordo final.
Trump descreveu, em uma postagem na Truth Social, condições que envolveriam abertura do estreito sem cobrança de taxas, remoção de minas, destruição de urânio altamente enriquecido e bloqueio de ativos congelados. O anúncio foi feito antes de um possível encontro no Salão de Situação.
O governo iraniano reagiu com desconfiança. A agência Tasnim informou que não houve entendimento final e que o post estaria alinhado ao padrão do presidente de fazer declarações unilaterais. O porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que as trocas de mensagens seguem, sem um acordo fechado.
Reações e contexto
Representantes iranianos desafiaram as propostas de abrir o estreito sem ônus ou transferir material nuclear. A Fars classificou a fala de Trump como mistura de verdade e mentiras. O principal negociador iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, disse que o país não confia em garantias, apenas em ações, e sinalizou disposição a retomar negociações.
O vice-presidente americano, JD Vance, insinuou que um acordo próximo exigiria tempo para consolidar questões complexas, como o destino do estoque de urânio iraniano. Enquanto isso, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou a necessidade de ações militares na região e não comentou o progresso das negociações.
O governo iraniano manteve posição firme sobre a gestão do Estreito de Hormuz e sobre a não transferência de urânio enriquecido a terceiros. Parlamentares e autoridades destacaram que reservas de combustível nuclear não serão abandonadas sem garantias efetivas.
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