- Uma média de 11 crianças foram mortas ou feridas a cada 24 horas no Líbano por ataques de Israel na última semana, segundo a Unicef; desde 2 de março, mais de 3.100 pessoas morreram no país.
- Nos últimos sete dias, 77 crianças foram mortas ou feridas; desde o cessar-fogo de 17 de abril, 55 crianças morreram e 212 ficaram feridas.
- Israel classificou a região do sul do Líbano, até o rio Zahrani, como “zona de combate”, abrangendo cerca de 40 km a partir da fronteira e 1.500 km² ( quase 15% do país).
- O cessar-fogo estendido por mais 45 dias é frágil: Israel diz que ameaça/vioação vêm do Hezbollah; Libânia afirma que a cláusula é pretexto para uma campanha planejada.
- O conflito continua provocando deslocamentos: mais de um milhão de pessoas deslocadas; o Ministério da Saúde libanês informou mais de 120 ataques com pelo menos 31 mortos e 40 feridos no sul e leste do Líbano, na terça-feira 26.
Uma média de 11 crianças foram mortas ou feridas a cada 24 horas em ataques de Israel ao Líbano na última semana, segundo dados da Unicef divulgados nesta sexta-feira (29). Desde 2 de março, após disparos de mísseis da milícia Hezbollah contra Israel, mais de 3.100 pessoas morreram no Líbano.
Ao todo, 77 crianças foram mortas ou feridas nos últimos sete dias. Desde o cessar-fogo com validade a partir de 17 de abril, 55 crianças morreram e 212 ficaram feridas, aponta a agência da ONU.
Zona de combate e cessar-fogo
O Exército de Israel afirmou considerar toda a região sul do Líbano, até cerca de 40 km da fronteira, como zona de combate. O território libanês alvo do decreto soma 1.500 km², cerca de 15% do país.
O cessar-fogo, ainda considerado frágil, foi estendido por 45 dias há duas semanas. Os confrontos continuam, principalmente no sul do Líbano, com bombardeios israelenses frequentes.
Deslocamentos e impactos humanitários
Israel tem emitido ordens diárias para evacuar moradores do sul do Líbano, agravando deslocamentos já significativos, estimados em mais de um milhão de pessoas. Em 26 de abril, o Ministério da Saúde libanês informou mais de 120 ataques, com pelo menos 31 mortos e 40 feridos.
Contorno diplomático
Nessa região, o Irão busca acordo de paz com os Estados Unidos que inclua o fim da guerra em todas as frentes do Oriente Médio, o fim do bloqueio marítimo americano ao Irã e reparações por danos de guerra, segundo relato de observadores.
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