- A Colômbia acusou o Equador de intervenção em suas eleições, qualificando a ação como tentativa de favorecer a extrema direita.
- O presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou a eliminação de tarifas de 100% sobre as importações da Colômbia após conversa com o candidato opositor Abelardo de la Espriella.
- A controvérsia remonta a fevereiro, quando Noboa impôs tarifas para punir a Colônia por combate ao crime organizado na fronteira; desde então, tarifas de até cem por cento foram aplicadas.
- As eleições na Colômbia ocorrem no domingo, 31 de maio, com De la Espriella e Iván Cepeda como favoritos em primeira passagem, com possível segundo turno em 21 de junho.
- A Colômbia disse que a decisão de Noboa seria apresentada de forma enganosa e que as questões comerciais devem ficar fora de considerações electorais, reiterando o repúdio ao que chamou de violação da soberania.
O governo da Colômbia acusou o Equador de interferência eleitoral ao classificar como gesto de boa vontade a decisão de eliminar tarifas promovida pela Comunidade Andina (CAN). A fala veio na véspera das eleições colombianas.
O anúncio partiu do presidente equatoriano, Daniel Noboa, que informou a eliminação de 100% das tarifas sobre importações do Brasil para a Colômbia após conversar com o candidato opositor Abelardo de la Espriella. Noboa revelou o acordo pouco antes da votação.
Desde fevereiro, Noboa acentuou disputas com a Colômbia, acusando o país de não agir com eficácia contra o crime organizado na fronteira e impondo tarifas. Atualmente, as tarifas chegam a até 100%.
Contexto político e impactos
Na Colômbia, o pleito ocorre com De la Espriella liderando a direita e Iván Cepeda, da linha governista, como favorito na intenção de voto para o primeiro turno em 31 de maio. Pesquisas apontam tendência a segundo turno em 21 de junho.
O Ministério das Relações Exteriores da Colôgia disse repudiar a intervenção estrangeira, classificando a ação como violação da soberania e ataque ao processo democrático. O texto oficial enfatizou a necessidade de separar política eleitoral de decisões econômicas.
Noboa afirmou que a decisão sobre tarifas foi apresentada de forma consensual com De la Espriella e que o objetivo é o combate ao tráfico de drogas na fronteira comum. A Colômbia vê essa apresentação como utilitarista e eleitoral.
A chancelaria colombiana ressaltou que a eliminação tarifária segue ordens da CAN e que questões comerciais devem ficar fora de motivações políticas. Também afirmou que o tema merece tratamento técnico, não político.
A disputa diplomática segue com declarações de autoridades de ambos os países e com o pleito colombiano se aproximando. Não houve retratação formal até o fechamento desta edição.
Com informações da AFP, o episódio evidencia tensões regionais em meio a eleições internas na Colômbia e a negociações econômicas que envolvem vários atores da região.
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