- MSF aponta que a disseminação do Ebola na República Democrática do Congo está “profundamente alarmante”, com o registro de muitos casos muito rápido após a declaração do surto.
- No país, são mais de 1.000 casos suspeitos e pelo menos 246 mortes; a Uganda vizinha tem nove casos confirmados e uma morte.
- O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Ituri para acompanhar as ações de contenção.
- O laboratório nacional em Bunia passou a divulgar resultados em até 24 horas, reduzindo o atraso causado pela necessidade de enviar amostras a Kinshasa, a mais de 1.500 quilômetros.
- A transmissão envolve a cepa Bundibugyo, sem vacina comprovada, com mortalidade estimada em cerca de um terço dos infectados.
O Ebola se espalha rapidamente na República Democrática do Congo, passando a ser considerado uma situação “alarming” pela organização médica MSF. Mantidas as contagens, o número de casos suspeitos já ultrapassa 1.000, com ao menos 246 mortes. Uganda reporta nove casos confirmados e uma morte.
A visita da liderança da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao Ituri, a região mais atingida, visa acompanhar as medidas de contenção e identificar desafios logísticos. O episódio ocorre duas semanas após a declaração de surto na província de Ituri.
Condições no terreno dificultam a resposta, incluindo restrições de fronteira e de aeroportos, além de conflitos que complicam as operações humanitárias. A OMS ressalta que o conflito local agrava a vigilância epidemiológica e o transporte de insumos.
Laboratório em Bunia avança no diagnóstico
Ao chegar a Ituri, Tedros visitou o laboratório do Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas em Bunia, onde os resultados passam a sair em até 24 horas. A melhoria agilita a identificação de casos e o início de tratamento, reduzindo atrasos anteriores.
Até o momento, o surto envolve o vírus Ebola de tipo Bundibugyo, uma variante com mortalidade estimada em cerca de um terço dos infectados. Não há vacina específica para este tipo até o momento.
O fluxo de amostras era anteriormente transportado por mais de 1.500 km até Kinshasa, o que atrasava decisões clínicas. Com a nova capacidade local, a resposta pode ganhar velocidade, reforçando o monitoramento de contatos e o isolamento de pacientes.
Especialistas ressaltam que, além da transmissão humana, o vírus pode ter origem em animais, e que o manejo adequado é crucial para conter a expansão regional. A situação é monitorada de perto pela OMS e por parceiros humanitários.
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