- O presidente do Equador, Daniel Noboa, prometeu suspender tarifas sobre produtos colombianos a partir de 1º de junho, após reunião com o candidato colombiano Abelardo de la Espriella, e disse que houve um acordo sobre cooperação na área de segurança.
- A ministra de Relações Exteriores da Colômbia pediu que Noboa não interfira no pleito, caracterizando a conversa como ingerência deliberada e violação da soberania.
- As eleições presidenciais da Colômpia ocorrem neste domingo, com polarização acentuada e possibilidade de segundo turno em 21 de junho.
- Iván Cepeda lidera as pesquisas entre os candidatos, seguido por Abelardo de la Espriella; Gustavo Petro não pode concorrer à reeleição.
- A Colômbia busca fortalecer cooperação de segurança com os Estados Unidos, tema central entre os concorrentes, em meio à violência ligada ao tráfico de drogas.
O governo da Colômbia acusou o presidente do Equador, Daniel Noboa, de interferência deliberada na eleição presidencial de 2022. Noboa havia prometido eliminar tarifas sobre produtos colombianos a interlocutores colombianos com quem afirmou ter alcançado acordo.
Segundo a Colômbia, o gesto ocorreu após Noboa conversar na sexta-feira com Abelardo de la Espriella, candidato presidencial da Colômbia. O presidente equatoriano disse que tratou de comércio e segurança, não reconhecendo qualquer violação da soberania colombiana.
Acusações e resposta oficial
O ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que houve uma intervenção externa no processo democrático. Em nota, disse que a apresentação da medida como ato de boa-fé configura violação à não intervenção.
O governo colombiano divulgou que o pleito ocorre no domingo; a eleição pode redefinir alinhamentos regionais e estratégias contra traficantes. Gustavo Petro, presidente de esquerda, não pode se reeleger.
Noboa é aliado próximo dos EUA e adotou linha dura contra a violência ligada às drogas. Ele informou ter decidido zerar tarifas para a Colômbia a partir de 1º de junho, após a conversa com de la Espriella, e citou acordo sobre a entrega de criminosos.
Colômbia tem imposto tarifas gradualmente desde janeiro, alegando falhas de fronteira. O território equatoriano, entre Colômbia e Peru, é uma rota relevante para narcóticos, o que influencia o debate eleitoral.
A resposta de Petro foi rápida: medidas econômicas do próprio governo foram tomadas. O gabinete colombiano questionou a leitura de Noboa sobre benefício mútuo entre os países. A disputa intensifica o tom do pleito nacional.
Iván Cepeda, candidato apoiado por Petro, aparece com maior apoio nas pesquisas, seguido por De la Espriella. Cepeda sinaliza continuidade da política de “paz total”, com negociações para grupos ligados ao tráfico, embora o diálogo tenha recuado.
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