- EUA dizem ter meios para retomar guerra com Irã, condicionando qualquer acordo à observância de suas linhas vermelhas.
- Confrontos entre Teerã e Washington aumentaram após o cessar-fogo de 8 de abril, gerando incerteza sobre o desfecho das negociações.
- Fontes em Washington disseram à AFP que havia acordo-quadro para prorrogar a trégua em 60 dias; reunião na sexta-feira não resultou em anúncio.
- Trump afirmou em rede social que Irã deve aceitar nunca ter armas nucleares, abrir o Estreito de Ormuz e destruir reservas de urânio enriquecido.
- O secretário de Defesa dos EUA disse que o país é capaz de retomar hostilidades se necessário; o Irã afirma que negociações continuam, sem acordo final e que não houve discussão nuclear, defendendo Ormuz.
Os Estados Unidos afirmaram neste sábado 30 que dispõem dos meios necessários para retomar a guerra com o Irã, condicionando qualquer acordo de paz ao respeito de suas chamadas linhas vermelhas. A declaração ocorreu em meio a uma fase de tensões no andamento de negociações entre Teerã e Washington.
Fontes em Washington haviam dito à AFP, na quinta-feira, que as partes chegaram a um acordo-quadro prevendo uma prorrogação de 60 dias da trégua vigente. Uma reunião de duas horas realizada na sexta-feira na Casa Branca não resultou em anúncio imediato.
O ex-presidente Donald Trump destacou em sua rede social que o Irã deve aceitar que não terá armas nucleares, que o Estreito de Ormuz deve ser aberto e que o Irã deve remover suas reservas de urânio altamente enriquecido. Uma fonte da Casa Branca afirmou que qualquer acordo só será aceito se atender às linhas vermelhas dos Estados Unidos.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse em Singapura que os Estados Unidos são “mais do que capazes” de retomar as hostilidades contra o Irã, se for necessário, citando o equilíbrio entre munições de alta precisão e reservas maiores. O chanceleria iraniana, via porta-voz Esmaeil Baqaei, informou que as trocas de mensagens continuam, mas ainda não houve acordo final, negando discussões nucleares no momento.
Baqaei também ressaltou a situação especial de Ormuz, passagem estratégica para o trânsito mundial de hidrocarbonetos, que permanece bloqueada pela geografia envolvendo águas do Irã e de Omã. As informações são da AFP.
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