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EUA não recuam com aliados da Ásia, mas esperam que fortaleçam defesa

EUA dizem não virar as costas para a Ásia, mantendo obrigações globais e pressão por maior gasto militar entre aliados para evitar confrontos desnecessários

Reuters U.S. Secretary of Defense Pete Hegseth speaks at the IISS Shangri-La Dialogue security summit in Singapore, May 30, 2026
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  • O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em Singapura que os EUA não estão “virando as costas” à Ásia, mantendo obrigações globais, como a guerra no Irã, e fortalecendo alianças na região.
  • Ele pediu que aliados asiáticos aumentem os gastos com defesa, propondo meta de 3,5% do PIB, e elogiou países como Coreia do Sul, Japão, Austrália e Filipinas.
  • Hegseth destacou uma estratégia de projeção de poder no Pacífico, afirmando que os EUA podem cumprir responsabilidades globais e manter parceria com a região ao mesmo tempo.
  • Sobre o pacote de Taiwan, ele disse que há separação entre esse tema e o estoque de munições dos EUA, assegurando posição forte para produzir mais se necessário.
  • O discurso ocorreu dias após o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, com o defensive dialog em meio a tensões regionais e críticas a “freeloaders” como a Nova Zelândia.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em Singapura que não haverá recuo norte-americano na região Asiática, mesmo cumprindo obrigações globais como a guerra no Irã. Ele ressaltou que Washington busca manter o compromisso com seus aliados do Indo-Pacífico.

Em discurso no Shangri-La Dialogue, Hegseth garantiu apoio aos parceiros da região, mesmo após a suspensão de um pacote de armas para Taiwan. Ao mesmo tempo, pediu maior investimento militar por parte dos aliados.

O segurado americano afirmou que é possível cumprir metas militares locais e globais simultaneamente, destacando a importância de manter estoques de munição robustos e capacidade de produção.

Defesa e alianças

Questionado pelo ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, sobre o compromisso dos EUA, Hegseth enfatizou a estratégia de projeção de poder no Pacífico, com cooperação estreita com aliados, para evitar confrontos desnecessários.

Ele reforçou que a política dos EUA não se resume a discursos, mas a ações com parceiros para sustentar uma ordem internacional baseada em poder, sem abrir mão de obrigações globais.

Hegseth também elogiou o aumento dos gastos militares de países como Coreia do Sul, Japão, Austrália e Filipinas, ao mesmo tempo em que criticou supostos oportunistas e citou a Nova Zelândia em tom crítico.

Contexto regional

O discurso foi realizado dias após o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump na China, e ocorre em meio a tensões com a China sobre build-up militar e Taiwan. O evento marca o contínuo esforço dos EUA para manter influência na região.

O secretário ressaltou que os EUA desejam um equilíbrio de poder estável, sem que nenhum Estado imponha hegemonia, e que a estabilidade regional exige força militar efetiva aliada a diálogo estratégico com parceiros.

No mesmo fórum, o presidente do Vietnã, To Lam, pediu maior diálogo para reduzir tensões na região, reforçando a ideia de que a cooperação entre potências é essencial para a segurança regional.

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