- Em Formícula, ilha grega, pesquisadores identificaram uma caverna subaquática com bolsão de ar, chamada de “bubble cave”, usada pelas foca-monge-do Mediterrâneo para respirar e buscar abrigo.
- Durante 141 dias de monitoramento, entre 2020 e 2021, as foca usaram a caverna principal em 30 dias, a bubble cave em 119 dias e foram registradas visitas em ambos os locais em 23 dias.
- As focas visitavam a bubble cave em grupos de 1 a 3, descansando e dormindo no espaço.
- Apesar de não servir para reprodução ou muda de pelagem, a bubble cave parece oferecer refúgio contra a presença de humanos e de turismo intenso na região.
- A espécie é a mais rara entre as pinnípedas do mundo, com menos de 1.000 indivíduos, e especialistas sugerem incluir cavernas bubble na avaliação de habitats para conservação.
O que aconteceu: pesquisadores localizaram, na ilha grega Formícula, uma caverna subaquática com bolha de ar, denominada bubble cave, usada por focas-malma Mediterrânica como refúgio. A descoberta ocorreu durante avaliação de habitat no Mar Jônico Interno. O estudo registrou uso da caverna em 119 dos 141 dias de observação.
Quem está envolvido: a liderança fica com Joan Gonzalvo, do Ionian Dolphin Project, vinculado ao Tethys Research Institute. A equipe monitorou a área com câmeras para entender padrões de uso e descanso das focas. Jason Baker, biólogo marinho externo ao estudo, comentou sobre a importância de inventariar esses habitats.
Quando e onde: a coleta de dados ocorreu principalmente durante os meses de verão e outono de 2020-2021, na ilha Formícula, no arquipélago das Ilhas Jônicas, no mar Mediterrâneo. Dados indicam que o bubble cave foi usado por focas em grupos de uma a três indivíduos.
Por que aconteceu: o estudo aponta que as focas, historicamente presentes em praias abertas para descanso, têm evitado áreas de maior perturbação humana, migrando para cavernas marinhas. A bubble cave oferece água e ar, mas não plataforma de descanso, o que dificulta reprodução e muda o comportamento de abrigo das espécies.
Aprofundando o tema: durante a observação, as focas usaram a bubble cave em 119 dias, em comparação com 30 dias na caverna principal. Em conjunto, houve dias em que as focas utilizaram as duas cavernas. As visitas ocorreram principalmente em grupos pequenos, com atividades de descanso e sono.
Implicações para conservação: os pesquisadores destacam que a bubble cave pode representar um refúgio adicional para as focas, especialmente diante do turismo intenso na região durante o verão. Zonas de não entrada foram estabelecidas recentemente para proteger a população de Formícula.
Perspectivas finais: os autores sugerem que avaliações de habitat futuro incluam as bubble caves como parte relevante da ecologia das focas-mona Mediterrânicas. A ideia é entender melhor como diferentes cavernas influenciam o bem-estar da espécie.
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