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Governo Trump recorre de decisão sobre reembolso de bilhões em tarifas

Governo dos EUA recorre de ordem que determina reembolso nacional de tarifas declaradas ilegais pela Suprema Corte, mantendo disputa que pode envolver até US$ 166 bilhões

Decisão que derrubou as tarifas de Donald Trump com base na IEEPA expôs uma divisão entre os juízes conservadores da Suprema Corte.
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  • O governo dos Estados Unidos anunciou que recorrerá da decisão de um juiz federal que ordenou o reembolso generalizado de tarifas alfandegárias consideradas ilegais pela Suprema Corte.
  • O Departamento de Justiça protocolou, na sexta-feira, uma contestação contra a ordem que obrigava a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) a recalcular impostos de importação arrecadados pela administração.
  • A cobrança foi baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) da década de 1970; o valor envolvido pode chegar a US$ 166 bilhões.
  • A CBP lançou, em 20 de abril, um portal online para processar pedidos de reembolso, mas o governo sustenta que não há autoridade para reliquidar valores sem ordem judicial específica.
  • Em fevereiro, a Suprema Corte decidiu, por seis votos a três, contra o uso dos poderes de emergência para as tarifas. A demanda envolve se o juiz pode ordenar reembolsos em escala nacional.

O governo de Donald Trump anunciou que vai recorrer de uma decisão judicial que ordena reembolsar bilhões em tarifas alfandegárias. A ação envolve a possibilidade de devolver até US$ 166 bilhões cobrados sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A notícia foi veiculada pela Bloomberg.

A defesa afirma que a CBP não tem autoridade para reprocessar entradas já finalizadas sem uma ordem judicial específica. O Department of Justice protocolou na sexta-feira (29) a contestação à determinação que exigiria a recomposição de tributos recolhidos pela administração.

O governo também destacou a criação, pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), de um portal online em 20 de abril para processar solicitações de reembolso. Mesmo assim, a Justiça australiana solicitou o depoimento do comissário da CBP, o que levou o DOJ a questionar a necessidade de comparecimento.

A disputa central questiona se um juiz de comércio exterior pode ordenar, em âmbito nacional, reembolsos a todos os importadores que pagaram as sobretaxas sob a IEEPA. A defesa sustenta que apenas importadores que acionaram a Justiça teriam direito ao ressarcimento.

A posição do DOJ aponta que a ordem do juiz poderia se parecer com uma liminar de alcance nacional. Caso mantenha a decisão, o governo indicou que recorrerá também dessa exigência de testemunho pessoal do comissário Rodney Scott, marcado para 9 de junho.

O juiz Richard Eaton manteve a exigência de que Scott comparecesse, argumentando que é essencial para esclarecer se haverá reembolso total aos importadores, tanto grandes quanto pequenos. Eaton destacou a quantia envolvida: US$ 166 bilhões.

Contexto

Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA decidiu, por 6 a 3, contra o uso dos poderes de emergência para impor tarifas. A decisão envolve as ações de Trump em abril do ano passado para taxar países considerados com deficits comerciais, incluído o Brasil.

Horas depois, Trump assinou ordem executiva para uma tarifa global de 10% com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. A medida previa uma cobrança temporária de até 150 dias para enfrentar desequilíbrios comerciais. Fonte: relatos da imprensa internacional.

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