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Inteligência artificial redefine a propaganda de guerra

Irã usa IA generativa para criar vídeos de propaganda de guerra, moldando narrativas internas e globais em uma estratégia de desinformação rápida e barata

Esta foto ilustrativa, tirada em Los Angeles em 9 de abril de 2026, mostra um vídeo com temática de guerra, gerado por inteligência artificial e no estilo Lego, sendo reproduzido na tela de um smartphone em frente a uma foto do presidente dos EUA, Donald Trump, e do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth.
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  • O Irã passou a usar ferramentas de IA generativa em suas operações de influência política, tanto no consumo interno quanto para o público internacional, em 2026.
  • Vídeos fabricados simulam ataques, cidades em chamas e líderes ocidentais ridicularizados para controlar a informação, confundir a população e projetar força.
  • Conteúdos virais criados com IA aparecem nas redes sociais, com cenas de ficção republicadas por canais oficiais e líderes transformados em personagens de produções artificiais.
  • A tecnologia permite encenar futuros alternativos e cenas como rendições que nunca ocorreram, incluindo vídeos que colocam Gaza como resort ou derrotas do exército ucraniano.
  • Historicamente a animação já foi usada como propaganda de guerra; hoje a IA torna produções mais baratas, rápidas e amplamente disseminadas, gerando o conceito de “slopaganda” para engajar emoções e driblar moderação.

O Irã intensificou o uso de ferramentas de IA generativa como parte de suas operações de influência política, em 2026. A estratégia busca moldar narrativas internas e externas, controlando informações e apresentando uma imagem de força que nem sempre condiz com a realidade em campo.

Em meio ao atrito com Estados Unidos e Israel, conteúdos de IA passaram a ilustrar conflitos de forma satírica ou ficcional. Vídeos criados com tecnologia demonstram ataques inexistentes, cidades em chamas e líderes ocidentais em situações desmoralizantes, com o objetivo de gerar sensação de controle e vitória.

A disseminação acontece em redes sociais, com produções que viralizam rapidamente. Personagens públicos, incluindo figuras norte-americanas, aparecem em cenários artificiais que ganham notoriedade mundial, muitas vezes repostados por canais oficiais.

A prática também envolve encenar futuros alternativos. Um vídeo viral, compartilhado independentemente de autoridades, chegou a retratar Gaza como resort virtual. Da mesma forma, conteúdos russos simulam rendições e derrotas de exércitos inimigos, sempre livres de veracidade.

Historiadores apontam que essa estratégia não é nova, mas a IA ampliou o alcance, velocidade e custo reduzido dessas produções. A animação já foi usada de modo massivo em guerras passadas para mobilizar massas e difundir ideologias.

Especialistas destacam a transformação na guerra de narrativas, hoje centrada em ambiente digital. Conteúdos leves e de fácil difusão ajudam a desinformar, suavizar a violência e criar impressão de domínio, mesmo sem relação com a realidade.

Para pesquisadores, como o coordenador de um laboratório brasileiro, a evolução aponta para uma mudança estrutural: guerras passam a ocorrer também nas redes, com a IA facilitando a criação de vídeos destinados a viralizar e engajar públicos globais.

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