- A eleição presidencial na Colômbia acontece neste domingo, 31 de maio, em meio a temores financeiros pela violência e pela criminalidade local.
- A morte do pré-candidato Miguel Uribe Turbay, aos 39 anos, two meses após o atentado, marcou o tom da campanha e reabriu o debate sobre segurança.
- A violência diminuiu desde o acordo de paz de 2016, mas aumentou a fragmentação de grupos armados e o impacto do crime comum nas cidades.
- Os principais candidatos discutem a continuidade ou a revisão da chamada Paz Total, com foco em soluções locais e sociais para reduzir a violência.
- O favorito, Iván Cepeda, defende manter a Paz Total com ênfase em transformação regional; Paloma Valencia representa linha mais dura, e Abelardo de la Espriella amplia discurso de endurecimento.
No dia das eleições presidenciais da Colômbia, neste domingo (31/5), o país virou o foco de uma campanha marcada pela violência que ainda assusta a população. O assassinato do pré-candidato Miguel Uribe Turbay, aos 39 anos, elevou o tom do enfrentamento entre candidaturas e aumentou a percepção de insegurança.
Miguel Uribe, figura de direita em ascensão, foi morto dois meses após sofrer um atentado em agosto de 2025. A Promotoria atribui a autoria intelectual à dissidência das Farc conhecida como Segunda Marquetalia. O episódio redefiniu o clima da disputa, antes centrado em propostas de governo.
Ao longo da campanha, a violência deixou de ser apenas o passado da Colômbia. A assinatura do acordo de paz com as Farc em 2016 é lembrada, mas a violência atual se tornou mais descentralizada e fragmentada, com influência de diversos grupos armados regionais.
O que está em jogo
A eleição ocorre em meio ao debate sobre a eficácia da iniciativa Paz Total, defendida pelo atual governo e por parte da oposição. Pesquisas indicam que a insegurança é o principal tema para o eleitorado, acima de propostas econômicas ou sociais.
Candidatos denunciam ameaças durante a campanha. A Defensoria Pública emite alertas sobre a atuação de grupos ilegais que condicionam votos e restringem a liberdade de eleitores. O tema da violência domina a cobertura e as leituras sobre o pleito.
Entre os postulantes, Iván Cepeda defende a continuidade da Paz Total com foco em transformação social regional. Paloma Valencia aposta em endurecimento da atuação do Estado para retomar territórios controlados por grupos armados.
Abelardo de la Espriella, por sua vez, adota traços de liderança agressiva e propõe medidas mais duras contra organizações criminosas, inclusive com uso de prisões e maior uso de tecnologia de inteligência. A conformidade com acordos é tema de debate.
Panorama técnico e perspectivas
Analistas divergem sobre as consequências da Paz Total para a segurança pública. Estudo da Fundação Ideias para a Paz aponta crescimento de grupos armados com atuação criminosa, mesmo após diálogos com o governo.
Dados de especialistas sugerem que a violência hoje é menos letal que no passado, mas se tornou mais localizada e multifacetada. Extorsões e sequestros aumentaram, elevando a sensação de insegurança diária.
A reação popular aponta que o foco da eleição não é apenas a competência para governar, mas a identidade política e a percepção de representatividade. A segurança continua sendo prioridade para votos regionais e nacionais.
Entrevistas e verificação
Especialistas consultados destacam que nenhuma candidatura apresenta fórmula nova para lidar com problemas de violência. A maioria propõe aperfeiçoar estratégias já conhecidas, sem ruptura clara de políticas de segurança.
Instituições seguem monitorando o cenário de violência cotidiana e o impacto das estratégias de paz sobre comunidades, evidenciando a necessidade de respostas regionais mais adaptadas.
A eleição de amanhã tende a refletir a continuidade de um ciclo de violência transformado: menos guerras abertas, mais riscos locais. O resultado dependerá de como as propostas serão aplicadas no dia a dia das cidades.
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