- Abelardo De La Espriella lidera o primeiro turno com 43,74% dos votos (mais de 10 milhões); Iván Cepeda fica em segundo, com 40,9%.
- Cepeda questiona a contagem preliminar e solicita o pronunciamento oficial das comissões eleitorais.
- De La Espriella disse, em Barranquilla, que não permitirá que a vontade do povo seja roubada e pediu monitoramento de EUA e de democracias internacionais para o segundo turno.
- O segundo turno está marcado para 21 de junho; o candidato de extrema-direita recebeu apoio de Paloma Valencia e do ex-presidente Álvaro Uribe.
- A candidatura de ponta defende redução do tamanho do Estado, alinhando-se a líderes da região, enquanto Cepeda critica Noboa e aponta risco de retorno à extrema-direita.
O candidato Abelardo De La Espriella, alinhado à extrema-direita, liderou a votação do primeiro turno na Colômbia, obtendo 43,74% dos votos, segundo o órgão eleitoral. Iván Cepeda, do governo, ficou em segundo com 40,9%. Mais de 10 milhões de votos foram computados até o momento.
Cepeda contestou a contagem preliminar, sem apresentar provas, e pediu que se aguarde o pronunciamento oficial das comissões eleitorais. De La Espriella discursou em Barranquilla, dizendo que não permitiria que a vontade popular fosse roubada.
A expectativa pelo segundo turno, marcado para 21 de junho, aumenta conforme o líder da extrema-direita ganhou apoio de figuras do Centro Democrático, como Paloma Valencia e o ex-presidente Álvaro Uribe. O apoio foi divulgado após o resultado do primeiro turno.
Resultados e reação
De La Espriella afirmou que a democracia deve ser defendida pela razão ou pela força, em discurso para apoiadores na região caribenha. O candidato também pediu a monitorização internacional do pleito pelo segundo turno.
Cepeda criticou o concorrente, classificando a postura de Noboa, da Argentina, como intervenção aberta no processo, ao comentar uma decisão do país vizinho durante videoconferência com De La Espriella. O senador descreveu a legenda adversária como retorno ao passado.
O que vem a seguir
A disputa no segundo turno reforça o acirramento político no país, ainda marcado pela violência. Pelas propostas, De La Espriella defende redução do tamanho do Estado, alinhando-se a correntes regionais de direita.
Cepeda, por sua vez, mantém postura de oposição crítica às propostas da oposição. As duas correntes políticas disputam votos em regiões-chave, com campanha intensificada ao longo de três semanas que separam o primeiro do segundo turno.
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