- Militares israelenses capturaram o Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, considerado ponto estratégico.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreveu a captura como mudança decisiva na ofensiva contra o Hezbollah, com tropas terrestres se aprofundando no território libanês além da linha do Litani.
- As Forças de Defesa de Israel ampliaram o alerta de evacuação para o sul do Líbano; o castelo fica a 14,5 km da fronteira com Israel.
- Países e autoridades internacionais manifestaram preocupação com a escalada, com França e Alemanha ressaltando riscos, e negociações entre as delegações no exterior devem ocorrer em Washington.
- Há registro de danos e vítimas: 13 funcionários de hospital feridos perto do hospital Hiram, em Tyre, e um soldado israelense morto; ataques do Hezbollah seguem ocorrendo.
Militares de Israel capturaram o Castelo de Beaufort, fortaleza estratégica no sul do Líbano, ampliando a ofensiva terrestre contra o Hezbollah. A operação foi anunciada após o início de ações que aprofundam o alcance das tropas israelenses na região.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreveu a tomada como uma mudança decisiva na campanha militar. Ele afirmou que o país avançará em todas as frentes, incluindo Síria, Gaza e Líbano, para ampliar o controle sobre áreas sob influência do Hezbollah.
As Forças de Defesa de Israel ampliaram a evacuação de moradores no sul do Líbano, com alertas para deslocamento em área vizinha a zonas de combate. As informações indicam envolvimento significativo de unidades terrestres na operação.
O Castelo de Beaufort, situado sobre o vale de Litani, era controlado pela população libanesa por séculos e ganhou relevância estratégica desde a ocupação israelense em 1982, na Primeira Guerra do Líbano. A retirada ocorreu em 2000.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, relembrou ações passadas do país na região e destacou que a retomada do castelo representa proteção para comunidades de Israel na fronteira. Outras regiões vizinhas passaram a ser alvo de ações.
No cenário libanês, o governo local descreveu a escalada como punição coletiva, enquanto o Oriente Médio acompanha a intensificação dos confrontos. Em paralelo, a França solicitou reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a situação.
Pelo lado humanitário, o Ministério da Saúde do Líbano informou ferimentos em funcionários de hospital próximo a Tiro e danos em infraestrutura. Ações militares também afetaram escolas nas áreas fronteiriças com Israel.
A tensão cresce diante de uma possível quarta rodada de negociações entre Libano e Israel, com mediadores internacionais buscando cessar-fogo. Autoridades destacam que o diálogo é a única via para reduzir o conflito, ainda que o Hezbollah esteja envolvido.
O conflito envolve blocos regionais, com foco em estratégias de defesa e rede de alianças. Dados oficiais indicam dezenas de milhares de deslocados e perdas em ambos os lados desde o início da escalada.
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