- O contingente militar e o orçamento da ONU para operações de paz caíram pela metade em uma década, com o total de forças envolvidas reduzido e 18 missões em andamento mantendo-se, porém, com orçamento global estável.
- Entre 2024 e 2025, a redução de efetivos chegou a 17%, e, apesar de o orçamento de 5,5 bilhões de dólares ter sido aprovado, faltavam 2 bilhões para fechá-lo.
- Houve corte de 25% no pessoal das missões, Attribution atribuída ao recuo financeiro dos Estados Unidos, principal financiador.
- A volta de Donald Trump ao poder trouxe novo atraso aos repasses financeiros, acompanhando a visão de redução do papel da ONU defendida por ele.
- O estudo do Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo aponta que, mesmo com falhas, as missões promoviam moldes de cooperação internacional; hoje, a realidade é de menor atuação e menor viabilidade de intervenções multilaterais.
O aumento das missões de paz da ONU e o papel do multilateralismo perderam fôlego. Dados recentes mostram que, em uma década, o contingente militar e o orçamento destinado a essas operações caíram pela metade. Hoje, a ONU sustenta 18 operações com menos recursos e menos soldados.
Entre 2016 e o período atual, o peso das forças de paz já foi dominante. Naquele auge, cerca de 70% dos 153 mil militares atuavam em 61 missões sob a bandeira da ONU. O atual recuo evidencia uma reconfiguração geopolítica ampla.
A crise é guiada por fatores internos aos grandes atores internacionais, como o recuo norte-americano. O governo dos EUA reduziu o financiamento, influenciando a paralisação de várias missões e o aperto de efetivos em todo o sistema multilateral.
Mudanças e impactos
A queda de 17% entre 2024 e 2025 coincide com o déficit de US$ 2 bilhões no orçamento de 2024, mesmo com a aprovação de US$ 5,5 bilhões. O resultado foi a redução de 25% no efetivo das operações em curso.
A transformação é associada ao retorno de Donald Trump ao poder, que historicamente questiona o papel da ONU. Analistas apontam que o enfraquecimento do multilateralismo acelera o redesenho estratégico de conflitos.
A nova realidade também está ligada a um cenário de guerras entrincheiradas, como na Ucrânia e no Oriente Médio. Observadores apontam que esse contexto reduz a atratividade de fóruns globais e reforça soluções nacionais.
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