- A Anthropic ofereceu à União Europeia acesso ao Mythos, primeira vez o modelo fora dos Estados Unidos e do Reino Unido.
- A Enisa (agência de segurança cibernética da UE) confirmou negociações para usar o Mythos; as condições ainda estão por definir.
- Autoridades da Comissão Europeia viajaram a San Francisco na semana passada para discutir a adesão ao Projeto Glasswing, coalizão de empresas americanas que utiliza o Mythos desde abril.
- Ainda não está definido quanto acesso a UE teria aos próprios sistemas do bloco ao usar o Mythos, nem qual seria a abrangência exata do uso.
- O CEO da Anthropic, Dario Amodei, disse que a empresa pretende compartilhar o Mythos com governos aliados dos EUA, desde que não seja usado de forma antidemocrática; a companhia afirmou que salvaguardas cibernéticas mais robustas são necessárias antes de liberar o modelo ao público.
A Anthropic ofereceu à União Europeia acesso ao Mythos, seu modelo de IA voltado para segurança cibernética. A proposta marca a primeira expansão da ferramenta fora dos EUA e do Reino Unido, em negociação para uso pela UE.
Segundo a comunicação de autoridades, o acesso ainda depende de acordos sobre condições operacionais e limites de uso. A negociação ocorre no contexto de testes de segurança com a participação da Enisa, agência europeia de cibersegurança.
Agentes da Comissão Europeia estiveram em San Francisco na semana passada para tratar o tema junto à Anthropic, em uma rodada de encontros sobre o chamado Projeto Glasswing, uma coalizão de empresas norte-americanas voltadas a identificar vulnerabilidades.
Resultados preliminares indicam que a UE pode ter condições diferenciadas de acesso, incluindo a possibilidade de interoperabilidade com sistemas do bloco. As negociações seguem em estágio inicial, sem definição de prazos.
A Comissão destacou que o diálogo foi produtivo e ressaltou a importância de entender riscos potenciais. Não houve detalhamento sobre o escopo de uso nem sobre encargos ou limitações de acesso ao Mythos pela União Europeia.
A Anthropic não comentou oficialmente o andamento das negociações. A informação sobre a oferta foi publicada pela Bloomberg e confirmada pela UE por meio de fontes oficiais sem detalhes de implementação.
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