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Argentina entre os 10 piores países para trabalhadores em 2026, aponta relatório

Argentina entra na lista dos dez piores para trabalhadores em 2026, rebaixada à categoria cinco, com enfraquecimento de direitos sindicais segundo a CSI

Manifestantes argentinos se reúnem em frente ao Congresso Nacional para protestar contra a reforma trabalhista.
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  • Argentina está entre os dez piores países para trabalhadores em 2026, caindo para a categoria cinco, onde não há garantia efetiva de direitos.
  • Panamá também entra na lista, com aumento da repressão a sindicatos e trabalhadores, incluindo ameaças de dissolução do SUNTRACS e detenções de sindicalistas.
  • A CSI aponta recorde de ataques à liberdade de expressão e de reunião em 50% dos países analisados.
  • Em setenta e cinco países houve prisões ou detenções de trabalhadores e dirigentes sindicais; o direito de greve foi violado em 87% dos países.
  • O Oriente Médio e o Norte da África continuam as regiões mais desfavoráveis aos trabalhadores, com nota média de 4,68 na escala de 1 a 5.

O relatório Global Rights Index 2026 da Confederação Sindical Internacional aponta Argentina entre os 10 piores países do mundo para trabalhadores neste ano. A edição de 2026 monitora violações de direitos trabalhistas em 151 países, escalando dificuldades para sindicalistas e trabalhadores. A divulgação reforça que agravamentos ocorreram globalmente, com aumento de prisões, violência e restrições à atuação sindical.

Segundo o índice, ataques à liberdade de expressão e de reunião atingiram 50% dos países avaliados. Prisões ou detenções de trabalhadores e representantes sindicais ocorreram em 75 nações, o maior número já registrado. O direito de greve foi violado em 87% dos países, enquanto 80% restringiram a negociação coletiva e 75% dificultaram a criação ou o registro de sindicatos.

Entre os fatores destacados, a CSI aponta um conjunto de violações que, no total, influenciam a classificação dos países na escala de 1 a 5+, com 5+ indicando ausência de garantias de direitos.

Principais mudanças em países na lista

Argentina passou a integrar a categoria 5 do índice, sinalizando falta de garantia efetiva de direitos. O relatório cita a gestão de Javier Milei, desde 2023, como responsável por reduzir liberdades civis e atuação sindical.

Panamá entrou no grupo dos dez piores após aumento da repressão a sindicatos e trabalhadores. O documento menciona ameaças de dissolução do SUNTRACS, detenções de sindicalistas e repressão a manifestações relacionadas a reformas da previdência. Em 2025, autoridades teriam adotado medidas contra o principal sindicato da construção civil.

Contexto, metodologia e regionalidade

A CSI utiliza 97 indicadores de violações para classificar cada país, gerando a escala de 1 a 5+. O estudo registra ainda que trabalhadores e sindicalistas foram assassinados em Angola, Colômbia, Indonésia e México durante o período analisado.

O Oriente Médio e o Norte da África permanecem como a região mais crítica para trabalhadores, com nota média de 4,68 na escala. Criado em 2014, o Global Rights Index é apresentado pela CSI como o principal levantamento internacional sobre violações de direitos trabalhistas, com base em informações de sindicatos e organizações afiliadas.

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