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Chanceler chinês recebe Mauro Vieira e diz que países estão mais unidos

Chanceler chinês afirma que China e Brasil estão mais unidos do que nunca e fortalecem cooperação pragmática e participação multilateral

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, visita a China nesta semana (Foto: Divulgação/Itamaraty)
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  • O chanceler da China, Wang Yi, reuniu‑se com Mauro Vieira em Pequim, e ele disse que os povos de China e Brasil estão mais unidos do que nunca.
  • Wang afirmou que a China é amiga confiável da América Latina e do Caribe e que Brasil e China cooperam de forma próxima em temas internacionais.
  • O chanceler pediu reforço da comunicação e da cooperação em mecanismos multilaterais como Nações Unidas e Brics, buscando um sistema de governança global mais justo.
  • Mauro Vieira destacou que a relação Brasil‑China serve de referência para países em desenvolvimento, defendendo independência, autossuficiência e multilateralismo, além de tratar de acesso ao mercado e suprimento estável de fertilizantes.
  • Dados recentes mostram recorde no comércio entre os dois países em 2025, de US$ 171 bilhões; Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos chineses em 2025; exportações de veículos elétricos chineses ao Brasil cresceram 221% em abril, tornando o Brasil principal destino.

O chanceler da China, Wang Yi, reuniu-se nesta segunda-feira (1º) em Pequim com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O encontro resultou em declarações de que os povos de China e Brasil estão mais unidos do que nunca. A reunião foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês.

Wang Yi afirmou que a China é parceira confiável da América Latina e do Caribe. Disse que Brasil e China cooperam de forma estreita em assuntos internacionais e que passam a ser pilares para a estabilidade global e o desenvolvimento. O chanceler reforçou o papel de ambos em temas multilaterais.

Mauro Vieira destacou que a relação entre Brasil e China serve de referência para países em desenvolvimento defenderem independência e autossuficiência. Ambos apontaram a importância do multilateralismo e do livre comércio, segundo o Itamaraty.

Cooperação multilateral e agenda econômica

Vieira também manteve reuniões com o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, para tratar de acesso ao mercado chinês e de questões prioritárias como o abastecimento de fertilizantes e reformas do sistema multilateral de comércio. O Itamaraty informou que o comércio bilateral atingiu um recorde em 2025.

O vice-líder do regime chinês, Han Zheng, afirmou que Pequim está disposta a reforçar a coordenação estratégica com o Brasil. As conversas ocorrem em um momento de intensificação de contatos diplomáticos e econômicos entre as duas nações.

Dados recentes da relação

A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em 2025, o intercâmbio bilateral chegou a US$ 171 bilhões. O Brasil foi o maior receptor de investimentos chineses naquele ano, com US$ 6,1 bilhões. Em abril de 2026, as exportações chinesas de veículos elétricos para o Brasil cresceram 221% em relação ao mesmo período de 2025.

As riquezas de dados indicam um aumento na cooperação em áreas como energia, indústria e tecnologia, consolidando uma relação estratégica entre Brasil e China, com foco em estabilidade global e desenvolvimento.

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