- Chichén Itzá reabriu em 1º de junho após 13 dias de fechamento, devido à oposição da comunidade à relocação de artesãos e vendedores para o novo complexo Catvi.
- O Catvi ocupa 16 hectares e inclui 962 espaços comerciais, praças de alimentação e instalações para guias, ligado ao Maya Train.
- Houve impasse sobre a relocação de mais de 600 vendedores; INAH informou que 220 aceitaram a mudança, enquanto grupo local contestou judicialmente.
- A Conciliação entre comunidade e autoridades gerou protestos e uma ação judicial pedindo suspensão da relocação.
- As autoridades afirmam que o Catvi aumenta segurança e deve ampliar visitas ao Great Museum of Chichén Itzá, inaugurado em 2024.
Chichén Itzá reabriu nesta sexta-feira, 1º de junho, após 13 dias de fechamento. O motivo foi uma disputa com vendedores e artesãos que contestam a transferência para o novo complexo Catvi, criado para ampliar a infraestrutura de visitação do sítio.
O Catvi ocupa 16 hectares e abriga 962 espaços comerciais, áreas de alimentação e instalações para guias. A iniciativa faz parte das obras associadas ao Maya Train, que prevê uma estação nas proximidades do sítio, ampliando o acesso de turistas.
A relocalização envolve mais de 600 profissionais que atuavam no mercado interno e no entorno do sítio. A medida visa reduzir filas e melhorar a segurança, segundo a direção do INAH, órgão responsável pela gestão do patrimônio.
O Catvi integra a estratégia de desenvolvimento turístico adotada pelo governo. Autoridades destacam que a mudança busca ampliar a experiência dos visitantes com sistemas de bilheteria mais eficientes e redução de tempos de espera.
Nesta semana, o INAH afirmou que 220 vendedores já concordaram em migrar para o novo espaço. No entanto, representantes da comunidade indígena local, reunidos no CIGPC, contestam o processo, alegando falta de consulta e de garantias para mais de 1.500 pessoas afetadas.
- Contexto local
A CIGPC organiza ações coletivas para reivindicar participação na definição de prioridades e na logística do deslocamento. O grupo sustenta que o Catvi não está posicionado de forma a atender os turistas que circulam entre as pirâmides centrais e o novo trajeto de visitação.
Segundo o INAH, o objetivo é melhorar a segurança e a qualidade da visita, com um projeto de infraestrutura considerado o maior da região. O órgão também destaca que a reabertura ocorreu sem registro de incidentes relevantes até o momento.
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