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China e Brasil devem repelir desafios externos, diz Pequim

China e Brasil reforçam cooperação para enfrentar desafios externos durante o quinto Diálogo Estratégico Global, com foco em comércio e fertilizantes

Os ministros das Relações Exteriores Mauro Vieira (à direita), do Brasil, e Wang Yi (à esquerda), da China. 01/06/2026
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  • Em Pequim, o ministro chinês Wang Yi disse que Brasil e China devem repelir conjuntamente desafios externos, durante a quinta edição do Diálogo Estratégico Global com Mauro Vieira.
  • Vieira chegou a Pequim no fim de semana e participou de encontros prévios com o vice-presidente Han Zheng e com o ministro do Comércio Wang Wentao.
  • O Itamaraty informou que os encontros trataram das relações econômico-comerciais e da manutenção de suprimento estável de fertilizantes chineses para o Brasil.
  • O Diálogo Estratégico Global ocorre até terça-feira (2) e busca estreitar laços políticos e estratégicos entre os dois países.
  • Em 2025, o comércio bilateral deve atingir novo recorde, estimado em US$ 170,9 bilhões; a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta segunda-feira, 1°, que Brasil e China devem repelir conjuntamente desafios externos. A declaração ocorreu durante a quinta edição do Diálogo Estratégico Global, em Pequim, com a participação do chanceler brasileiro Mauro Vieira. A reunião faz parte de um mecanismo de coordenação entre os dois países.

A Itamaraty informou que representantes de Brasil e China revisaram a agenda bilateral e discutiram temas do cenário geopolítico. Antes do encontro com Wang Yi, Vieira reuniu-se com o vice-presidente Han Zheng e com o ministro do Comércio, Wang Wentao.

Vieira e Wang Yi trocaram impressões sobre as reuniões com Han Zheng e Wang Wentao, incluindo temas como relações econômico-comerciais e o fornecimento estável de fertilizantes chineses ao Brasil. O Itamaraty destacou a importância do diálogo para a cooperação.

Contexto da visita

O Diálogo Estratégico Global prossegue até amanhã, 2. Vieira chegou a Pequim no fim de semana, após passagem por Paris, onde manteve contatos com Michelle Bachelet, apoiando-a como candidata à ONU.

Na China, o chanceler brasileiro foi recebido no Grande Salão do Povo por Han Zheng e participou de reunião com Wang Wentao para tratar da relação econômico-comercial e do acesso ao mercado chinês de produtos brasileiros, segundo o Itamaraty.

Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, destacou que os dois países devem estreitar ainda mais os laços. A comunicação oficial ressalta a confiança política e estratégica entre Brasil e China e o papel conjunto no Sul Global.

Panorama dos vínculos

A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 e o maior importador de produtos agropecuários. Em 2024, Brasil e China registraram novo recorde no comércio bilateral, com US$ 170,9 bilhões. O país asiático também domina o mercado global de fertilizantes desde o ano passado.

Brasil e China são sócios fundadores do Brics e do NDB, o banco de desenvolvimento do grupo, com sede em Xangai. A cooperação econômica e o diálogo político figuram entre as prioridades para o atual ciclo de relações entre as duas nações.

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