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Colômbia encara 2º turno entre direita e esquerda com surpresa e temor

Segundo turno entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda agrava a polarização na Colômbia, com temores de segurança e economia e possibilidade de vice-presidência indígena se vencer a esquerda

Abelardo de la Espriella cumprimenta eleitores na cidade de Barranquilla, onde votou: candidato teve 43,73% dos votos - (crédito: AFP)
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  • O segundo turno da eleição presidencial da Colômbia será em 21 de junho, entre Abelardo de la Espriella, da direita, e Iván Cepeda, da esquerda.
  • No primeiro turno, De la Espriella teve 43,7% dos votos e Cepeda 40,9%, em meio a um ambiente político polarizado e a violência recente no país.
  • De la Espriella se apresenta como outsider e defende o livre mercado; Cepeda é visto como herdeiro das políticas sociais associadas ao governo de Gustavo Petro.
  • Eleitores de ambos os lados disseram estar otimistas com mudanças, mas temem o que cada candidatura pode representar para questões de criminalidade e paz.
  • Se Cepeda vencer, a Colômbia pode ter pela primeira vez uma vice-presidente indígena, a líder nasa Aida Quilcué.

No primeiro turno, Abelardo de la Espriella, da direita, e Iván Cepeda, da esquerda, avançaram à etapa final da eleição presidencial colombiana. A votação ocorreu no domingo, 31 de maio, e o segundo turno está marcado para 21 de junho. O país enfrenta o pleito em meio a um ambiente polarizado e a violência crescente nos últimos anos.

De la Espriella recebeu 43,7% dos votos preliminares, segundo balanço de especialistas. Cepeda ficou com 40,9%. A diferença foi pequena, o que levou o país a acompanhar a contagem com expectativa. O anúncio ocorreu em Bogotá, com apoiadores de Cepeda buscando sustentar a trajetória da esquerda.

A campanha manteve o tom de outsider para De la Espriella, empresário que se apresenta como alternativa ao establishment. Já Cepeda é senador de esquerda, herdeiro de políticas sociais associadas ao governo atual. A disputa capta o sentimento de mudança frente à gestão de Petro.

Cenário e reações

A polarização ficou evidente em grandes cidades. Em Barranquilla, moradores celebraram o resultado e defenderam uma renovação política. Em contrapartida, eleitores de esquerda sinalizaram apreensão, temendo possível avanço de propostas associadas à direita.

Alguns cidadãos destacaram a necessidade de combate à criminalidade e à violência. Outros expressaram receio de medidas que possam reduzir o foco em políticas sociais. As leituras sobre o futuro variam conforme o espectro político, sem consenso claro.

A esquerda somou mais de 9,6 milhões de votos na contagem preliminar, maior que no primeiro turno de 2022. Em Bogotá, manifestações de apoio ao Cepeda se seguiram ao anúncio, com a participação de comunidades tradicionais e representantes de povos indígenas.

Perspectivas para o segundo turno

Entre os eleitores, há quem defenda continuidade de políticas sociais associadas a Petro e quem peça transformação econômica defendida por De la Espriella. A disputa envolve propostas sobre segurança pública, economia e vias para o conflito armado.

A expectativa é de que o segundo turno tenha agendas centradas em combate à violência, inclusão social e reformas econômicas. A definição sobre qual caminho seguir deverá ficar clara nos próximos debates e na campanha que antecede o pleito.

Caso Cepeda seja eleito, há expectativa de avanços na participação de lideranças indígenas no alto escalão do governo. Se vencer, De la Espriella poderá apresentar propostas de reducionismo estatal e maior liberdade econômica, conforme seu posicionamento.

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