- Abelardo de La Espriella, da direita, teve 43,7% dos votos e Ivan Cepeda, da esquerda, ficou com pouco menos de 41% no primeiro turno, com mais de 97% apurados.
- O segundo turno está marcado para 21 de junho; o turnout foi baixo, com pouco mais da metade dos 41 milhões de eleitores aptos indo às urnas.
- De La Espriella, que nunca ocupou cargo eletivo, propõe ofensiva contra grupos armados, construção de dez megaprisões e redução da pobreza por meio de educação, saúde e moradia; foi comparado a Nayib Bukele.
- Cepeda, senador de 63 anos, havia liderado as pesquisas e promete negociar paz com grupos armados, ampliar reformas para reduzir desigualdade, taxar os ricos, distribuir 1 milhão de hectares a vítimas do conflito e ampliar a cobertura da saúde.
- A senadora Paloma Valencia, apoiada por ex-presidente Uribe, reconheceu a derrota e apoiará De La Espriella; o candidato afirma ter financiado a campanha com recursos próprios, sem doações de partidos ou grandes empresas.
O primeiro turno da eleição presidencial na Colômbia terminou neste domingo, com a disputa chegando ao segundo turno entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda. O pleito ocorreu em todo o país, em meio a debates sobre segurança, economia e políticas populistas. O resultado inicial aponta uma corrida acirrada.
De la Espriella, um advogado de 47 anos sem mandato, teve 43,7% dos votos. Cepeda, senador de 63 anos e ativista histórico, ficou pouco abaixo, com cerca de 41%. A apuração ultrapassou 97% dos votos contabilizados pelo escritório nacional de registros colombiano.
Cepeda liderava as pesquisas antes do pleito, mas o cenário pode mudar no segundo turno. A participação foi baixa, com pouco mais da metade dos cerca de 41 milhões de eleitores aptos comparecendo às urnas.
Desdobramentos e próximos passos
Cepeda prometeu buscar paz com grupos armados por meio de negociações, além de ampliar reformas para reduzir desigualdade, com maior tributação sobre altas rendas e ampliação de programas de saúde e educação.
De la Espriella afirmou que financiará a campanha com recursos próprios e prometeu endurecer ações contra grupos armados ilegais, além de propor megaprisões e políticas de foco em educação e moradia para os pobres.
A senadora Paloma Valencia, apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe, reconheceu a derrota e declarou apoio a De la Espriella no segundo turno. A eleição volta em 21 de junho, quando o país escolherá o futuro presidente.
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