- Abdallah Saad Ali Montaser, egípcio, teve autorização para entrar no Brasil após 51 dias retido na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
- A decisão ocorreu na quinta-feira (29), após a Justiça Federal reconhecer a inexistência de provas acusatórias de envolvimento com ações terroristas.
- A família chegou ao Brasil em 8 de abril em busca de refúgio, enquanto Abdallah permaneceu impedido de entrar.
- O casal já reencontrou-se; a mulher está grávida e os dois filhos pequenos também estão no país.
- Órgãos como Polícia Federal, Tribunal Regional Federal da 3ª Região e o CDHIC não se manifestaram até o momento.
Abdallah Saad Ali Montaser, egípcio, recebeu autorização para entrar no Brasil na quinta-feira (29), após 51 dias retido na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A Justiça Federal reconheceu a inexistência de provas que o envolvessem com ações terroristas.
O grupo chegou ao Brasil em 8 de abril, acompanhado pela esposa grávida e pelos dois filhos pequenos, em busca de refúgio diante das instabilidades no Oriente Médio. Instituições migratórias haviam considerado o homem como risco à segurança nacional, o que impediu a entrada da família.
Segundo o advogado da família, William Fernandes, a decisão representa uma vitória dos direitos humanos ao equilibrar a preocupação com a segurança nacional com a necessidade de provas concretas. Abdallah já reencontrou a família, após o visto ser liberado.
A CNN Brasil procurou a Polícia Federal, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região e o CDHIC (Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante), que não se manifestaram até o momento. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos oficiais.
Relembre o contexto do caso: a PF havia considerado supostas ameaças à segurança ligadas à figura de Abdallah, classificando-o como pessoa perigosa. A família ficou retida na área restrita por cerca de um mês, enquanto a esposa e os filhos receberam a liberação para entrar no país. A defesa afirmou que a decisão ocorreu após pressão de sociedade civil e de autoridades jurídicas. O CDHIC informou acompanhar outros casos semelhantes e criticou a atuação das autoridades migratórias, que, segundo a entidade, resultam em permanências compulsórias prolongadas, com informações e direitos de defesa limitados.
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