- O Comando Central dos Estados Unidos coordenou a passagem de setenta navios comerciais pelo Estreito de Ormuz nas últimas três semanas.
- A maioria dos navios desligou equipamentos de rastreamento para evitar detecção, e não foi informado quais tipos de embarcações ou qual rota foi usada, incluindo uma rota não próxima ao litoral iraniano.
- Mesmo com apoio americano, o tráfego não voltou aos níveis anteriores: antes do conflito, mais de cem navios cruzavam a via por dia; hoje a média é de três por dia.
- O governo americano encerrou o Projeto Liberdade e passou a incentivar as travessias sem escolta, embora as autoridades digam que continuam a coordenar com os navios; dois navios de bandeira americana atravessaram o estreito durante o projeto.
- Em abril, uma operação para interceptar navios com passagem por portos iranianos desviou cento e dezesseis embarcações; entre 1º de março e 19 de maio, oitocentos e noventa e cinco travessias foram registradas, com pouco mais da metade na rota iraniana e cerca de quarenta por cento em rotas desconhecidas ou “às escuras”.
Nas últimas três semanas, o Comando Central dos EUA (Centcom) coordenou a passagem de cerca de 70 navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, segundo autoridades americanas ao New York Times. A hidrovia concentra cerca de 20% do petróleo e gás natural comercializados mundialmente, mas segue sob riscos por conta do impasse entre Washington e Teerã.
A maioria das embarcações desligou seus sistemas de rastreamento para evitar detecção durante a travessia, conforme as fontes. Não foi informado qual tipo de navio completou a travessia nem qual rota foi usada; uma fonte apontou que uma rota não ficava próxima ao litoral iraniano.
O relatório aponta ainda que, embora haja apoio americano, o tráfego não voltou a níveis pré-conflito. Antes do conflito iniciado em 28 de fevereiro, mais de 100 navios cruzavam o estreito diariamente. Hoje, a média é de cerca de três por dia.
Riscos e rotas
Especialistas citados pelo jornal afirmam que navios que navegam perto do Irã sem autorização enfrentam ataques potenciais de drones e mísseis. O Centcom informou que, apesar da ausência de escolta, mantém comunicação com as embarcações para garantir passagem livre e segura.
Navios que utilizam rotas apoiadas pelos EUA enfrentam ainda o risco de ações iranianas, incluindo retaliações contra navios que cruzam pela via sob controlo persa. Um exemplo citado envolve o ataque a um porta-contêiner CMA CGM durante o Projeto Liberdade.
Estado atual e histórico da operação
Duas embarcações com bandeira americana cruzaram o estreito sob o projeto, embora a iniciativa tenha sido substituída pelo incentivo à passagem segura, sem escolta. O objetivo é manter a navegação fluida, dentro das limitações atuais.
Uma operação de interceptação lançada em abril pelo governo americano já redirecionou 116 navios que passaram por portos iranianos, segundo o Centcom, afetando o fluxo de petróleo iraniano aos mercados globais.
Perspectivas e cenário regional
Mesmo com esforços dos EUA, o Irã mantém influência sobre Ormuz. Dados da Kepler apontam que, entre 1º de março e 19 de maio, pouco mais da metade das travessias utilizou a rota iraniana, enquanto cerca de 40% seguiram por rotas menos conhecidas ou ocultas.
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