- EUA realizaram ataques de autodefesa no Irã no fim de semana, mirando radares e centros de comando, em resposta ao abatimento de um drone americano, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM).
- O presidente Donald Trump devolveu alterações a uma proposta de acordo para estender o cessar-fogo na região e reabrir o Estreito de Ormuz, buscando garantias sobre o programa nuclear iraniano e o desbloqueio da rota de navegação.
- O Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana supostamente usada para lançar ataque contra uma torre de telecomunicações na ilha de Sirik, conforme veículos de imprensa estatais, e segue em tensão com Washington.
- O memorando de entendimento entre EUA e Irã, que encerraria hostilidades e embasaria novas negociações, permanece em discussão, com mudanças recentes não sendo consideradas substanciais por autoridades próximas aos americanos.
- O bloqueio ao Estreito de Ormuz permanece sob controle americano; navios comerciais foram atingidos por ações militares e restrições, impactando o tráfego e os preços de energia, conforme relatos de autoridades e agências.
Os Estados Unidos realizaram ataques na região do Irã no fim de semana, em operação apresentada como de autodefesa. A ação envolveu alvos de radares e centros de comando iranianos, segundo o CENTCOM. O objetivo seria responder a ações iranianas que teriam incluído o abate de um drone americano sobre águas internacionais.
O governo iraniano, por sua vez, afirmou ter atacado uma base aérea usada por forças americanas para apoiar uma suposta ofensiva contra uma torre de telecomunicações na ilha de Sirik. O anúncio veio após o Kuwait informar que também sofreu ataques de drones e mísseis. As informações são vindas de veículos estatais iranianos.
Desde o início de abril, com o cessar-fogo fortemente fragilizado, Teerã e Washington têm trocado ataques e provocações. Embora haja tensão constante, o cessar-fogo continua em vigor, sem ter sido destruído até o momento.
Memorando de entendimento
No centro das negociações está um memorando que encerraria hostilidades e abriria caminho para novas tratativas sobre questões pendentes. As alterações propostas por Trump, apresentadas após reunião com assessores, estenderam as negociações por mais uma semana.
O presidente americano declarou publicamente, na manhã desta segunda, que o Irã tem interesse em fechar um acordo considerado benéfico para os EUA e para seus aliados. As mudanças não foram detalhadas, mas seriam voltadas a garantias sobre questões nucleares e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Ainda segundo relatos, Trump mostrou preocupação com o tipo de ajuda financeira que poderia acompanhar o acordo, evitando comparações com o que ocorreu no marco do acordo nuclear da era Obama. Oficiais destacaram que as alterações visam assegurar garantias sobre compromissos nucleares e a passagem pelo estreito.
Ambiente estratégico
Antes das últimas mudanças, um funcionário afirmou que novos ataques eram improváveis se houvesse acordo próximo, e que aliados regionais não desejavam retomar operações de combate. As negociações passam por diferentes posições entre EUA e Irã.
A imprensa norte-americana comentou que os termos propostos por Trump parecem aceitáveis no papel, mas geram ceticismo quanto à viabilidade prática, especialmente em relação ao Controle do Estreito de Ormuz. Trabalhos diplomáticos seguem em andamento.
Cenário econômico e energético
No campo econômico, o governo americano mantém o bloqueio aos portos iranianos e segue com deslocamentos de navios no Estreito de Ormuz. Dados da EIA indicam redução de reservas estratégicas de petróleo, afetando o preço da gasolina nos EUA, conforme a variação semanal de estoques.
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