- EUA afirmaram ter atacado instalações militares iranianas no fim de semana; a Guarda Revolucionária do Irã disse ter atacado uma base norte‑americana na segunda-feira em retaliação.
- Os confrontos acontecem durante negociações para um acordo duradouro, que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, compromisso de não desenvolver armas nucleares e negociações sobre sanções.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou nas redes sociais reiterando que o Irã “quer fazer um acordo”, sem mencionar as hostilidades.
- O Centcom informou que os ataques americanos neutralizaram defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones; o Irã afirmou mirar uma base aérea usada pelos EUA.
- A imprensa reporta aumento no preço do petróleo na Ásia e fatores políticos internos nos EUA pressionam por avanços nas negociações antes das eleições de meio mandato.
Os EUA afirmaram ter atacado instalações militares iranianas no fim de semana, em resposta a ações do Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disse, na segunda-feira, ter atacado uma base norte-americana em retaliação. O episódio ocorre durante negociações diplomáticas para encerrar três meses de conflito.
As forças americanas apontam que as ações no Golfo visaram estruturas de defesa aérea iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones. O Comando Central dos EUA afirma ter protegido navios na área durante o cessar-fogo vigente.
A Guarda Revolucionária não especificou qual base teria sido atingida, apenas que a resposta foi coordenada com operações anteriores. Em território iraniano, defesas aéreas em países vizinhos, como o Kuwait, agiram para interceptar ataques, segundo a agência estatal local.
Paralelamente, a imprensa dos EUA informou que o governo devolveu ao Irã uma proposta de acordo com ajustes. A negociação envolve o retorno do Irã ao Estreito de Ormuz, limitações nucleares e o alívio gradual de sanções, em troca de flexibilizações no bloqueio naval.
Trump utilizou as redes sociais para comentar o tema, sem mencionar as hostilidades recentes. O presidente reiterou que, segundo ele, o Irã quer fechar um acordo, e criticou opositores dentro do próprio partido.
O contexto inclui pressão interna para reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir os preços da gasolina. Enquanto isso, o petróleo reagia com alta na Ásia, reflexo da continuidade das negociações sem progresso claro.
O ceticismo sobre avanços persiste, com divergências sobre o levantamento de sanções e o desbloqueio de receitas do petróleo iraniano. O conflito envolve também a situação na região, incluindo o apoio do Irã a milícias na prática de hostilidades.
Na esfera regional, o primeiro-ministro de Israel afirmou ter autorizado avanços militares contra o Hezbollah, grupo aliado ao Irã, ampliando o clima de tensão. O secretário de Estado dos EUA informou ter conversado com líderes libaneses e israelenses sobre desescalada.
Entre na conversa da comunidade