- Os EUA disseram ter atacado radares militares iranianos e locais de comando e controle de drones próximos a Goruk e a Qeshm, afirmando ações de autodefesa; não houve feridos entre militares americanos.
- A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado uma base que os EUA usavam para disparar contra uma torre de comunicações na ilha de Sirik; o Irã prometeu resposta diferente se a agressão se repetir.
- O Kuwait informou que sua defesa aérea interceptou mísseis e drones hostis; o Ministério das Relações Exteriores condenou os ataques iranianos como hediondos e repetidos.
- O episódio ocorre após tentativas de acordo não avançarem entre EUA e Irã; o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu mudanças nos termos e pediu que críticos “se sentem e relaxem”.
- Relatos indicam que as mudanças discutidas incluiriam cessar a violência por sessenta dias e reabertura do estreito de Ormuz, mas Teerã negou ainda haver negociações sobre o dossiê nuclear; o objetivo declarado é encerrar o conflito.
As forças militares dos Estados Unidos afirmaram ter atacado instalações militares iranianas no fim de semana, em resposta a ações iranianas que teriam incluído o abatimento de um drone americano. Teerã afirma ter revidado atingindo uma base aérea usada por forças americanas no sul do Irã. Os ataques marcam a terceira escalada de violência em uma semana no estreito de Ormuz.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que os ataques foram realizados como autodefesa, visando radares, locais de comando e controle de drones em Goruk, no litoral sul iraniano, e em Qeshm, ilha no estreito. Segundo o Centcom, não houve registro de baixas entre militares americanos.
Pelo lado iraniano, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse ter atingido uma base usada pelos EUA para lançar ataques contra uma torre de comunicações na ilha de Sirik, no Golfo. O Exército iraniano acrescentou que a resposta, caso haja nova agressão, será diferente.
O governo do Kuwait afirmou que seu sistema de defesa interceptou mísseis e drones hostis, com sirenes de alerta soando por todo o país. O ministério das Relações Exteriores kuwaitiano condenou os ataques iranianos repetidos e hediondos, afirmando que aumentam a tensão regional.
Negociações por acordo
As negociações para um acordo regional não avançaram no fim de semana, segundo relatos. A imprensa norte-americana revelou que houve propostas de mudar termos sobre navegação no estreito de Ormuz e sobre o programa nuclear do Irã, mas sem acordo formal até o momento.
O governo iraniano acusa os EUA de mudar constantemente de posição e apresentar exigências novas. O principal negociador de Teerã enfatizou que direitos iranianos precisam ser plenamente garantidos para qualquer entendimento. Em resposta, Washington não confirmou os detalhes das negociações.
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