- O Tribunal Popular Intermediário de Xinxiang, Henan, condenou Liu Yingcheng, ex-abade do Templo Shaolin, a 24 anos de prisão e multa de 3,5 milhões de yuans.
- Ele foi acusado de peculato, suborno e desvio de mais de 131 milhões de yuans entre 2003 e 2025, e de se apropriar de mais de 151 milhões de yuans em fundos do templo entre 2012 e 2022.
- Além disso, recebeu 11,6 milhões de yuans em subornos desde 2006 ligados a projetos de construção e operações comerciais do templo; também pagou 5,7 milhões de yuans em subornos a funcionários públicos desde 1995.
- Os crimes ocorreram ao longo de 27 anos e tiveram impacto social significativo; a pena foi atenuada pela confissão, revelação de crimes não conhecidos e demonstrar remorso.
- A investigação teve início em julho de 2025; Liu foi destituído do cargo e suas credenciais religiosas foram revogadas.
Um tribunal chinês condenou Liu Yingcheng, ex-abade do Templo Shaolin, a 24 anos de prisão por crimes financeiros, incluindo peculato e suborno. A decisão ocorreu em Xinxiang, na província de Henan, na sexta-feira (29.mai.2026). Também foi aplicada uma multa de 3,5 milhões de yuans.
Segundo o tribunal, Liu usou sua posição de abade e de chefe da Fundação de Caridade e Bem-Estar Shaolin para desviar mais de 131 milhões de yuans entre 2003 e 2025. Ele também apropriou indevidamente 151 milhões de yuans em fundos do templo para uso pessoal entre 2012 e 2022.
Ao longo de 27 anos, a partir de 1995, ele pagou 5,7 milhões de yuans em subornos a funcionários públicos para obter ganhos ilícitos. Além disso, aceitou 11,6 milhões de yuans em subornos para favores ligados a projetos de construção e operações comerciais desde 2006.
O tribunal ressaltou que os crimes envolveram valores elevados e ocorreram por longo período, causando grave impacto social. No entanto, a pena foi considerada branda por ele ter confessado, revelado crimes não conhecidos aos investigadores e demonstrado remorso.
Liu aceitou o veredicto e afirmou que não apresentará recurso. A investigação teve início em julho de 2025, após a administração do templo anunciar investigações por crimes, violações dos preceitos budistas e relacionamentos impróprios com várias mulheres, com quem teve filhos.
Nascido em 1965, Liu foi ordenado em 1981 e tornou-se o 30º abade em 1999. Sob sua gestão, o templo expandiu-se comercialmente, com grupos de monges em turnês, dezenas de centros culturais no exterior e forte proteção da marca Shaolin.
A condução do patrimônio resultou em receita de ingressos, licenciamento de marca e apresentações internacionais, transformando o monastério em um destino turístico multimilionário. A decisão judicial busca esclarecer responsabilidades financeiras do líder religioso.
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