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Ex-cônsul dos EUA alerta empresas sobre PCC e CV

Ex-cônsul dos EUA alerta empresas brasileiras sobre impactos da classificação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas; risco de ataques é quase nulo

"Eu acho quase zero a possibilidade de isso acontecer", diz Ricardo Zúñiga sobre um cenário de ataques militares a alvos do crime organizado no Brasil — Foto: Vanessa Carvalho/Valor
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  • Ricardo Zúñiga, ex-cônsul dos EUA em São Paulo, com 30 anos no Departamento de Estado, comenta a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.
  • Ele afirma que a decisão deve acender um alerta para as empresas brasileiras.
  • Segundo ele, não se trata de um cenário de ataques militares contra o território nacional.
  • A possibilidade de ataques a alvos ligados às facções é considerada quase zero.
  • A declaração foi dada ao Valor.

Ricardo Zúñiga, ex-cônsul dos EUA em São Paulo, avalia que a decisão do governo de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas deve acender um alerta para as empresas brasileiras. Ele afirma que não se trata de um cenário de ataques militares iminentes contra o território nacional e que a possibilidade de esse tipo de ataque ocorrer é quase nula.

Com 30 anos de atuação no Departamento de Estado, Zúñiga comentou à reportagem o recorte econômico e regulatório que pode chegar às empresas brasileiras. A classificação pode influenciar questões de compliance, sanções e fluxos financeiros, exigindo maiores controles por parte de companhias que operem com ou junto a entidades ligadas aos grupos.

O ex-cônsul reforça que o foco do impacto não é militar, mas legal e financeiro. A medida pode exigir adaptações em due diligence, monitoramento de transações e relações comerciais para evitar violações de sanções estaduais. Segundo ele, o efeito direto se dará no ambiente regulatório e de conformidade corporativa.

Zúñiga destacou ainda que a mudança impõe uma atualização permanente de riscos para o setor privado. Empresas devem revisar seus contratos, parceiros e cadeias de suprimentos para assegurar conformidade com as novas classificações internacionais. A avaliação busca evitar entraves legais e reputacionais decorrentes de ligações com os grupos.

A entrevista foi conduzida para o Valor e traz a visão de uma figura com longa experiência diplomática sobre os reflexos da decisão governamental norte-americana para o ambiente de negócios no Brasil.

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