- Peter Garrett, ex-ministro do meio ambiente, liderará uma comissão popular para revisar o acordo Aukus, no valor de A$ 368 bilhões, o maior projeto de defesa da Austrália.
- A avaliação independente terá audiências públicas e um relatório previsto para outubro.
- A comissão conta com cinco integrantes, incluindo o almirante aposentado Chris Barrie, Carmen Lawrence e Karen Lester.
- O apoio à análise inclui deputados independentes, militares aposentados, advogados de direitos humanos e dirigentes sindicais.
- A investigação vai apurar se submarinos movidos a energia nuclear tornam a Austrália mais segura, impactos na soberania e na relação com a China, além de questionar prazos, descarte de resíduos e se o acordo preserva o papel do Parlamento.
Um ex-ministro australiano anunciou que vai liderar uma auditoria financiada pela sociedade civil sobre o acordo Aukus, o maior projeto de defesa já realizado no país. A iniciativa busca avaliar um negócio de cerca de A$ 368 bilhões envolvendo submarinos de propulsão nuclear.
Peter Garrett, que atuou como ministro do Meio Ambiente entre 2007 e 2010, afirmou que a revisão independente, organizada por uma ONG, é necessária para promover debate público. Garrett será o presidente de um comitê com quatro outros comissionados, incluindo ex-chefe das Forças Armadas, Almirante Chris Barrie, e a ex-governadora de Western Australia, Carmen Lawrence.
A comissão tem apoio de membros independentes do Parlamento e de ex-autoridades militares, além de representantes de direitos humanos e sindicatos. A oitiva pública terá início em breve, com relatório previsto para outubro. A iniciativa questiona a soberania, o armazenamento de resíduos nucleares e impactos estratégicos regionais.
Composição e objetivos da auditoria
- Elementos: cinco comissionados, incluindo Garrett e Barrie, com pareceres de autoridades e figuras da sociedade civil.
- Propósito: investigar se a aquisição de submarinos nucleares aumenta a segurança, o impacto na posição de Austrália na região e a relação com a China.
- Procedimento: haverá audiências públicas, com foco em transparência, custos, prazos e conformidade com interesses nacionais.
Questões centrais a serem respondidas
- O país receberá exatamente os submarinos financiados e como se dará a logística.
- Onde será armazenado o lixo nuclear resultante do funcionamento das armas.
- Se o acordo compromete a soberania australiana e quais são as implicações para parcerias estratégicas.
- Como o pacto influência relações com parceiros comerciais, especialmente a China, e com os Estados Unidos.
A Aukus foi anunciada originalmente em 2021, com a intenção de conter o avanço regional da China. A China condenou o acordo na época. Em mudanças recentes, a Austrália passa a comprar três submarinos usados dos EUA, substituindo o plano anterior de ao menos uma embarcação nova. A partir de 2027, o acordo prevê que EUA e Reino Unido permitam estacionar alguns submarinos nucleares em Perth. A revisão ocorre paralelamente a revisões oficiais em outros países envolvidos.
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