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Magnatas da tecnologia se unem para questionar o impacto da IA no trabalho

Huang afirma que IA não provocará apocalipse laboral; empresas contratam mais engenheiros, enquanto líderes debatem impactos e demissões no setor

Jensen Huang, CEO de Nvidia, en su discurso en el Computex de Taiwan.
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  • Jensen Huang, CEO da Nvidia, disse que o medo de um “apocalipse laboral” com IA é um disparate e afirmou que as empresas estão contratando mais engenheiros de software.
  • Segundo Huang, as capacidades da IA estão impulsionando inovação e abrindo novas oportunidades no setor.
  • Sam Altman, CEO da OpenAI, passou a reconhecer impactos da IA no emprego, mas afirmou que não haverá a hecatombe prevista, alegando que se equivocou em algumas previsões.
  • Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, criticou demissões motivadas pela IA, defendendo que ganhos de produtividade devem ampliar negócios em vez de reduzir quadros.
  • Desde o início do ano, cerca de 116 mil demissões em empresas de tecnologia nos Estados Unidos foram anunciadas, com grandes nomes como Oracle, Amazon, Meta, Microsoft, Snap, Dell e Epic Games entre os atingidos.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou durante a abertura da Computex, em Taiwan, que a ideia de um apocalipse laboral pela IA é um “disparate completo”. Ele disse que as empresas estão contratando mais engenheiros de software, impulsionadas pelas capacidades de IA com gestão de agentes. A declaração acontece em meio a debates sobre o impacto da tecnologia no mercado de trabalho.

Para Huang, as inovações permitem maior produtividade e abrem novas oportunidades na indústria tecnológica. A visão contrasta com previsões negativas feitas por alguns especialistas e executivos de IA, que temem redução de empregos com a adoção em massa de sistemas de IA.

Abertas controvérsias entre líderes da área marcam o momento. Sam Altman, CEO da OpenAI, também comentou que haveria impacto, mas não a hecatombe aguardada por alguns, admitindo que as previsões iniciais subestimaram aspectos sociais e econômicos. Altman fez as observações em Sydney, na Austrália.

Em entrevista recente à revista Wired, Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, criticou a prática de demitir por conta da IA. Ele chamou de “tonta” a estratégia que usa a IA como justificativa para reduzir equipes, defendendo que ganhos de produtividade devem ampliar ambições empresariais.

Independente dos argumentos dos executivos, o setor tecnológico registra impactos reais. Dados de Layoffs.fyi apontam quase 116 mil desligamentos anunciados em empresas de tecnologia nos EUA desde o começo do ano. Nomeados entre as maiores demissões estão Oracle, Amazon, Meta, Microsoft, Snap, Dell e Epic Games.

Contexto

A narrativa em torno da IA oscila entre otimismo tecnológico e preocupações trabalhistas. Empresas de software destacam que a IA pode elevar a produção de engenheiros em várias vezes, o que, segundo analistas, poderia sustentar novos produtos e serviços.

Especialistas lembram que as decisões de RH variam por companhia e setor. Mesmo com demissões em alguns players, outras áreas costumam ampliar equipes para acompanhar inovações, integração de sistemas e desenvolvimento de soluções baseadas em IA.

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