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Exportações de petróleo dos EUA atingem recorde em maio

Exportações de petróleo dos EUA sobem a recorde em maio, impulsionadas pela demanda de refinarias globais; analistas veem queda nos embarques em junho e julho

Bandeira americana em frente ao navio-tanque de petróleo da Texas Voyager no Oceano Pacífico
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  • As exportações de petróleo dos EUA atingiram recorde de 5,6 milhões de bpd em maio, impulsionadas pela demanda de refinarias asiáticas e europeias diante do conflito no Oriente Médio.
  • As entregas para a Ásia chegaram a 2,45 milhões de bpd e para a Europa ficaram em 2,4 milhões de bpd, com Japão respondendo pela maior parte das importações asiáticas.
  • O estreito de Hormuz, uma importante rota de petróleo, permanece praticamente fechado desde o início do conflito, elevando pressões globais de oferta.
  • Também houve recorde de envio de petróleo dos EUA para o Mediterrâneo e o Mar Negro, com compradores como Bulgária, Croácia, Turquia e Grécia.
  • Analistas projetam queda nas exportações a partir de junho, para cerca de 4,9 milhões de bpd, e em julho, para aproximadamente 4,6 milhões de bpd, com menores descontos entre WTI e Brent estimulando o retorno de estoques ao mercado interno.

As exportações de petróleo dos Estados Unidos atingiram 5,6 milhões de bpd em maio, um recorde histórico. O impulso veio do aumento da demanda de refinarias na Ásia e na Europa, influenciado pelo conflito no Oriente Médio, segundo estimativas de rastreamento de navios.

O mercado global refletiu a interrupção no abastecimento da região. O estreito de Hormuz permanece praticamente fechado desde o fim de fevereiro, elevando a procura por petróleo americano. A Ásia recebeu 2,45 milhões de bpd, mantendo-se como principal destino, enquanto a Europa ficou com 2,4 milhões de bpd. O Japão importou 808 mil bpd, registrando alta de 32% e novo recorde entre as compras asiáticas de petróleo dos EUA.

Entre os demais destaques, o petróleo dos EUA com destino ao Mediterrâneo e ao Mar Negro também bateu recorde, com compradores como Bulgária, Croácia, Turquia e Grécia ganhando importância no abastecimento transatlântico. O diferencial entre o WTI e o Brent permaneceu aberto, com o WTI sendo negociado a desconto, o que ajudou a atrair compradores internacionais.

Exportações devem se enfraquecer

Analistas projetam queda das exportações em junho e julho, ainda que haja esperança de acordo de paz que amenize o aperto de oferta. A Energy Aspects estima médias de cerca de 4,9 milhões de bpd para junho e 4,6 milhões de bpd para julho. A expectativa é de redução superior a 1 milhão de bpd frente maio.

Especialistas apontam que estoques de petróleo WTI nos EUA devem permanecer baixos, incentivando maior estoque no mercado interno e contribuindo para a redução de fluxos ao exterior. A percepção de menor demanda externa, diante de negociações em curso, sustenta a projeção de desaquecimento das exportações.

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