- França interceptou o petroleiro russo Tagor no Atlântico, após tentativa de driblar sanções, na manhã de domingo, a mais de 740 km da Bretanha, com apoio de diversos parceiros, incluindo o Reino Unido.
- Navio partiu de Murmansk, na Rússia, com destino a Limbe, no oeste de Camarões, e utilizava bandeira camaronesa falsa; havia 23 tripulantes a bordo.
- Após inspeção, documentos confirmaram irregularidade da bandeira; a embarcação foi desviada, conforme o direito internacional e pedido do Ministério Público.
- França monitora desde setembro a chamada “frota paralela” russa, rede de exportação de petróleo para driblar sanções; o navio estava quase vazio no momento da abordagem.
- A Rússia reagiu, classificando os atos como ilegais, beirando pirataria internacional; a embaixada em Paris requisitou informações sobre cidadãos russos a bordo.
O petroleiro russo Tagor foi interceptado pela Marinha da França no Atlântico, na manhã de domingo, após tentar driblar sanções internacionais. A operação ocorreu em águas internacionais, a mais de 740 km da Bretanha, com apoio de diversos parceiros, incluindo o Reino Unido.
Autoridades francesas informaram que a embarcação saiu de Murmansk, no noroeste da Rússia, com destino a Limbe, no oeste de Camarões. O navio usava uma bandeira camaronesa falsa, o que gerou suspeitas desde o início. Havia 23 tripulantes a bordo.
Após inspeção, a equipe confirmou irregularidades na bandeira hasteada. A embarcação foi desviada, conforme anúncio oficial, seguindo o direito internacional e solicitação do Ministério Público.
Frota paralela
Em apuração à agência AFP, a Prefeitura Marítima do Atlântico afirmou que o Tagor estava sujeito a sanções impostas pelos EUA e pela União Europeia. O navio era conhecido por mudar frequentemente de bandeira e estava quase vazio no momento da abordagem.
Desde setembro, a França monitora quatro navios que fariam parte da chamada frota paralela russa, uma rede de exportação de petróleo destinada a driblar sanções internacionais. Os proprietários dessas embarcações já enfrentaram multas para liberar a navegação.
Após a interceptação, a embaixada russa em Paris requisitou informações às autoridades francesas sobre cidadãos russos a bordo. O Kremlin informou que considera tais ações ilegais e próximas da pirataria internacional e afirmou que está tomando medidas para assegurar a segurança de sua carga.
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