- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos é, inequívoco, um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano.
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- Araghchi disse que uma violação em uma frente é violação em todas as frentes e responsabilizou os Estados Unidos e Israel pelas consequências.
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- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que ataques israelenses no Líbano atrasam o processo diplomático para encerrar a guerra entre EUA e Irã, ressaltando que o cessar-fogo no Líbano é parte do acordo.
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- No domingo, o exército de Israel anunciou a captura do castelo de Beaufort, no sul do território libanês, avanço que fortalece a ofensiva contra o Hezbollah.
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- O governo do Líbano afirmou que continuará negociando com Israel; o presidente do país, Joseph Aoun, disse que a negociação busca interromper as guerras com o menor dano possível, enquanto os EUA, representados por Donald Trump, mediavam conversas em Washington sobre o desarmamento do Hezbollah.
O Irã afirma que o cessar-fogo com os EUA é válido em todas as frentes do conflito, inclusive no Líbano. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, nesta segunda-feira, após Netanyahu ordenar ataques aos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah.
Araghchi indicou que uma violação em uma frente implica violação em todas as frentes e responsabilizou EUA e Israel pelas consequências. A posição foi divulgada em rede social, segundo a imprensa iraniana.
Antes, Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que ataques israelenses no Líbano atrasam o processo diplomático entre EUA e Irã, reiterando que o cessar-fogo no Líbano é parte de qualquer acordo.
Desdobramentos no Líbano e no conflito
No domingo, o Exército de Israel informou a captura do Castelo de Beaufort, de 900 anos, no sul do território libanês, avanço ligado à ofensiva contra o Hezbollah. A posição é estratégica, por ficar em ponto elevado que observa grande parte do sul do Líbano e o norte de Israel.
O governo libanês reiterou, nesta segunda-feira, a disposição de continuar as negociações com Israel, sempre visando reduzir danos. O presidente Joseph Aoun afirmou que a negociação não é rendição, mas uma solução para interromper guerras com o menor dano possível.
O governo dos EUA, sob a gestão de Donald Trump, tem atuado como mediador de conversas entre Israel e Líbano, em Washington, sobre o desarmamento do Hezbollah, cuja influência é considerada significativa no cenário regional.
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