- O Itamaraty pretende repetir a estratégia de diálogo diplomático adotada no episódio do tarifaço, começando com calma e negociação para a crise envolvendo facções criminosas brasileiras classificadas como terroristas pelos EUA.
- A abordagem busca canais diretos com o governo dos EUA e terá papel central do presidente Lula em telefonemas e conversas que contornem a influência de alas bolsonaristas.
- A estratégia foi elaborada após reuniões do governo para avaliar impactos e marcar um retorno aos padrões de diálogo, segundo um diplomata brasileiro que falou em condição de anonimato.
- A crise atual envolve a classificação de facções como terroristas e segue o contexto de influência da visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump na semana anterior.
- A possível designação pode impactar bancos e empresas com operações em dólar, já que contatos com negócios de fachada do crime poderiam justificar sanções.
O Itamaraty prepara a resposta brasileira ao debate com os EUA sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. A estratégia é repetir o modelo usado no episódio do tarifaço, priorizando diálogo diplomático e uma postura calma.
Segundo interlocutores, o objetivo é evitar escaladas e manter a comunicação direta com Washington. A ideia é conter impactos negativos na economia e no mercado cambial, preservando a confiança de empresários e instituições financeiras.
Na prática, o governo realiza reuniões internas para mapear impactos e alinhar mensagens. A prioridade é manter Lula como interlocutor central e buscar telefonemas ao presidente Donald Trump, sem permitir leitura excessiva por alas mais liberais do governo norte-americano.
Estratégia diplomática
Fontes do Itamaraty afirmam que a “bola no chão” é o primeiro passo para avançar. A tática envolve etapas graduais de diálogo, com foco em estabilidade institucional e cooperação mútua na área de segurança pública.
O temor é que a classificação das facções possa exigir ajustes em operações de bancos e empresas com atuação em dólar, especialmente em negócios ligados a fachada do crime organizado. O governo busca reduzir riscos de sanções econômicas.
Flávio Bolsonaro teve participação no cenário recente ao visitar Trump, o que aumentou a atenção internacional sobre o tema. A reportagem apura que o governo avalia como conter influências de setores dentro de Washington que polarizam a decisão.
A estratégia busca evitar desdobramentos que destaquem atritos entre Brasil e EUA, reforçando uma linha de cooperação para enfrentar ameaças transnacionais. O Itamaraty atua para manter o tema dentro de canais diplomáticos, com proatividade brasileira.
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