- O ex-ministro da Justiça e ministro do STF aposentado, Ricardo Lewandowski, disse que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas pode representar um atentado à democracia e dificultar investimentos no Brasil.
- A declaração ocorreu durante o painel “Pacto federativo: governança democrática e sustentabilidade fiscal” no 14º Fórum de Lisboa, em Portugal.
- Lewandowski afirmou a necessidade de coordenação centralizada na segurança pública, sugerindo a PEC da Segurança Pública para articular forças de segurança entre Estados.
- Segundo ele, houve “certa desfiguração” da proposta na Câmara dos Deputados.
- O 14º Fórum de Lisboa, cujo tema é “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”, segue de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa, com participação recorde de 450 pessoas.
O ex-ministro da Justiça e aposentado do STF, Ricardo Lewandowski, afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas pode representar um atentado à democracia e dificultar investimentos no Brasil. A declaração foi feita nesta segunda-feira, durante painel no 14º Fórum de Lisboa, em Portugal.
Lewandowski defendeu a necessidade de uma coordenação centralizada na segurança pública. Ele alegou que a responsabilidade pela segurança está amplamente com os Estados, mas que o crime organizado hoje ultrapassa fronteiras, exigindo atuação integrada entre as forças de segurança. A proposta da PEC da Segurança Pública foi mencionada como caminho para essa coordenação.
O ex-ministro afirmou ainda que houve uma certa desfiguração da proposta apresentada na Câmara dos Deputados. A PEC busca articular ações entre estados e União para enfrentar o crime organizado de forma mais coordenada. A fala ocorreu no contexto de debates sobre governança democrática e sustentabilidade fiscal.
14º Fórum de Lisboa
O tema do evento é Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais. A programação ocorre entre 1º e 3 de junho na Universidade de Lisboa. Participam figuras como Gabriel Galípolo, Magda Chambriard e Aloízio Mercadante.
O número total de participantes no Fórum de Lisboa atingiu 450 neste ano, recorde para o evento. Em relação ao ano anterior, houve queda no total de autoridades brasileiras presentes, exceto no Legislativo, que ganhou dois congressistas.
A organização informou que o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa reconhece a relevância institucional do encontro. A chancela não envolve financiamento, apenas reconhecimento público de importância cívica, cultural e acadêmica para Portugal, Brasil e a comunidade internacional.
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