- Moradores do Dahieh, subúrbio ao sul de Beirute de maioria xiita e controlado pelo Hezbollah, começaram a fugir após novas ordens de retirada de Israel.
- O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que ataques continuarão contra alvos terroristas em Dahieh para impedir ataques ao norte do país.
- Israel amplia operações terrestres no Líbano, buscando proteger o território israelense diante do conflito com o Hezbollah.
- O Hezbollah afirmou ter disparado foguetes contra infraestrutura militar em Tiberíades, em retaliação a supostas violações do cessar-fogo.
- Autoridades libanesas apontam mais de 3.400 mortes no Líbano desde 2 de março; Israel registra cerca de 24 soldados e 4 civis mortos.
Moradores fogaram do subúrbio Dahieh, sul de Beirute, após ordens de ataque de Israel nesta segunda-feira. As Forças Armadas israelenses confirmaram a decisão do premiê e reiteraram o objetivo de atingir alvos considerados terroristas na área, controlada pelo Hezbollah e de maioria xiita.
O primeiro-ministro israelense afirmou que o Exército vai ampliar operações no Líbano para proteger o norte de Israel, citando violações do cessar-fogo pelo Hezbollah. Netanyahu disse que não haverá complacência caso ataques contra civis israelienses continuem.
Horas antes, o premiê israelense e o ministro da Defesa anunciaram ataques a alvos no sul de Beirute, sob justificativa de responder a ataques do Hezbollah. A tensão segue desde o início de confrontos recentes entre as partes.
Naji Musulmani, 61, que seguia pela capital em meio ao deslocamento, descreveu que o trânsito ficou intenso e que a família pretende buscar abrigo em Trípoli, no norte do Líbano. A fuga ocorreu após a expansão das ordens de retirada.
O conflito envolve também operações terrestres israelenses e a presença de tropas israelenses na zona-tampão do sul do Líbano, com o objetivo declarado de conter ataques vindos do Irã e de organizações aliadas. Autoridades libanesas apontam números elevados de vítimas desde o início de março.
Enquanto a little batalha envolve retaliações entre Israel e o Hezbollah, o quadro geopolítico permanece ligado à tensão entre EUA, Irã e seus aliados na região. A situação mantém-se volátil, com deslocamentos civis e ataques esporádicos em várias frentes.
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