- Taiwan critica a China após a expulsão da repórter Vivian Wang, do The New York Times, apontada pela Reuters como retaliação à participação de Lai Ching-te na cúpula DealBook, em Nova York, em dezembro.
- A China vê Taiwan como província rebelde; Lai é visto como separatista, enquanto Taiwan afirma que o futuro da ilha deve ser decidido pela sua população.
- Karen Kuo, porta-voz do gabinete da Presidência, disse que a pressão de Pequim sobre mídia é ameaça à liberdade de imprensa e à segurança de jornalistas.
- Taiwan denuncia aumento da “repressão transnacional”, incluindo sanções a autoridades taiwanesas, mesmo sem jurisdição legal chinesa sobre a ilha.
- A Reuters aponta que, em abril, Lai chegou a cancelar viagem a Eswatini devido a pressão chinesa; a viagem ocorreu apenas em maio; Vivian Wang não participou da DealBook.
Na China, a repórter Vivian Wang foi expatriada do país, medida que, segundo a imprensa internacional, foi usada como retaliação pela participação do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, na cúpula DealBook em Nova York, em dezembro. O governo de Taiwan reagiu, qualificando a ação de Beijing como ataque à liberdade de imprensa internacional.
A Secretaria de Comunicação do Gabinete da Presidência de Taiwan afirmou que a ofensiva chinesa contra organizações de mídia é uma ameaça direta à imprensa e à segurança dos jornalistas. A porta-voz destacou a defesa de Lai a entrevistas com veículos estrangeiros como legítima expressão de posição nacional e da democracia taiwanesa.
Taiwan também denunciou o que chamou de repressão transnacional, incluindo sanções a autoridades e legisladores taiwaneses. A ação ocorre em meio a uma tendência de isolamento internacional promovida por Pequim, segundo a imprensa internacional.
Quem é a jornalista expulsa
Vivian Wang atuava como correspondente do The New York Times na China desde 2020 e morava em Pequim. A expulsão não envolve participação na DealBook, segundo o jornal, que descreve seu trabalho cobrindo censura, Covid-19 e o aparato de segurança estatal na China.
A jornalista concentrou-se em destacar a vida comum sob regime de partido único e os desafios enfrentados pela população chinesa. Até o momento, não houve resposta oficial do Ministério das Relações Exteriores da China, do Departamento de Estado dos EUA ou do próprio NYT sobre o episódio.
Contexto e desdobramentos
Segundo a Reuters, a China tem atuado para isolar internacionalmente Lai. Em abril, o presidente taiwanês cancelou viagem ao Eswatini após pressão chinesa sobre o espaço aéreo, com a viagem ocorrendo apenas em maio. A situação amplia o debate sobre a liberdade de imprensa e a influência externa nas relações Taiuan-China.
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