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Trabalhadores de saúde na RDC tratam Ebola e se protegem

Ebola em Ituri avança; Cube permite atendimento sem contato, mas escassez de EPIs aumenta o risco para profissionais de saúde e o número de casos cresce

Health workers are on the frontline of trying to stop the current Ebola outbreak
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  • Em Ituri, no leste da República Democrática do Congo, pacientes com Ebola são isolados e equipes de saúde seguem usando EPI completo para reduzir a transmissão, com reforço de dispositivos de tratamento.
  • O Cube, unidade de tratamento autônoma para doenças altamente infecciosas, permite atender pacientes sem contato direto com profissionais, usando luvas conectadas por túnel.
  • Dois Cubes chegaram a Bunia e outros dois devem chegar à cidade em breve, mas o estoque de EPI continua limitado.
  • Não há fármacos aprovados para a cepa Bundibugyo; o tratamento é de suporte, incluindo oxigênio, fluidos intravenosos e manejo dos sintomas; vacinas experimentais estão em desenvolvimento.
  • O surto já se espalhou para outras províncias e para a fronteira com Uganda; ataques a centros de saúde e o contexto de conflito dificultam a resposta.

O risco de transmissão do Ebola aumenta com a dificuldade de confirmar casos na região leste da República Democrática do Congo. Profissionais de saúde atuam em ritmo acelerado para controlar os sintomas em pacientes e proteger quem trabalha na linha de frente, diante do crescimento do número de ocorrências.

As ações passam pelo isolamento de pacientes suspeitos e confirmados e pela exigência de uso de equipamento de proteção individual completo a todos que lidam com eles. Uma inovação empregada é a Cube, unidade de tratamento autônoma que permite atendimento sem contato direto, via túneis com luvas acopladas.

A chegada de novos dispositivos ao epicentro da atual ofensiva epidemiológica ocorre em Bunia, capital provincial de Ituri, com duas unidades já disponíveis e outras duas em trânsito. A expectativa é ampliar a capacidade de atendimento sem ampliar o risco de infecção entre trabalhadores, destacam as autoridades envolvidas na resposta.

O fornecimento de EPI tem sido limitado. A organização internacional de enfermagem alertou para a escassez, deixando profissionais com receio pela própria segurança. A situação se agrava pela demora na confirmação de casos, o que facilita a disseminação para outras regiões.

A doença pode apresentar sinais inespecíficos, como dor de cabeça, febre e mal-estar. Em estágios avançados, surgem sangramentos que, embora menos frequentes, elevam o grau de gravidade. Pacientes são, inicialmente, classificados como suspeitos e encaminhados a centros de tratamento.

Até o momento, o total de casos confirmados ultrapassa 282, com mais de 42 óbitos, além de mais de 1.000 suspeitos, com mais de 220 mortes entre eles, segundo autoridades de saúde. O manejo atual foca em suporte médico, incluindo oxigênio, fluidos intravenosos e monitoramento de irrigação de sais.

Não há medicamentos aprovados específicos para o vírus que está causando esta transmissão, conhecida como Bundibugyo. Existem tratamentos experimentais em desenvolvimento, além de apoio clínico para controle de sintomas.

A ausência de um mapa claro de transmissão complica a atuação dos profissionais. Em vez da identificação de vínculos familiares ou locais, as equipes trabalham com informações limitadas sobre itinerários de pacientes, tornando a contenção mais desafiadora.

A segurança dos trabalhadores é prioridade. Relatos indicam que 16 profissionais de saúde já contraíram a doença nesta surto. Durante a última semana, cinco pacientes foram dispensados após recuperação, entre eles quatro enfermeiras e um trabalhista de laboratório.

O cansaço físico é um entrave adicional. Mesmo com o equipamento, a pele fica extremamente quente, exigindo pausas para remoção do vestuário e hidratação adequada. Em prática, o uso do “sistema de duplas” ajuda a manter a vigilância entre equipes durante procedimentos.

A Organização Mundial da Saúde reforçou a necessidade de cooperação comunitária para reduzir resistências locais e facilitar o trabalho das equipes em Ituri, onde ataques a centros de saúde foram relatados. O cenário também é impactado pelo conflito armado na região, que dificulta o rastreamento de casos.

Frontline workers permanecem na linha de frente, apesar dos riscos e das condições desafiadoras. Em áreas sob controle rebelde, organizações assistenciais informam ter conseguido manter operações, com centros de tratamento reabertos e capacitação de equipes em cidades como Goma.

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