- O presidente dos EUA, Donald Trump, devolveu ao Irã a proposta de acordo em negociação, exigindo alterações centrais para acelerar o processo.
- Segundo três autoridades citadas pelo New York Times, as mudanças visam pressionar o Irã a aceitar condições mais vantajosas aos EUA; os detalhes não foram divulgados.
- A maior preocupação de Trump é com o descongelamento de fundos iranianos; ele critica o acordo de dois mil e quinze assinado durante a gestão de Barack Obama.
- As negociações devem ser analisadas pelo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, com divergências abertas sobre o programa nuclear e o controle do estoque de urânio enriquecido.
- O acordo proposto envolveria encerrar a campanha militar de EUA e Israel contra o Irã em troca da abertura do Estreito de Ormuz ao tráfego, sem tarifas, além de fim do apoio iraniano a milícias na região.
- Na sexta-feira, Trump se reuniu com assessores na Casa Branca para discutir um fim da guerra, mas saiu sem anúncio, mantendo expectativa de um possível acerto.
O presidente dos EUA, Donald Trump, devolveu ao Irã a proposta de acordo que vinha sendo negociada entre os dois países, com alterações consideradas centrais pela Casa Branca. A medida prolonga as negociações em curso.
Segundo o jornal New York Times, as mudanças visam acelerar o processo e pressionar o Irã a aceitar condições mais favoráveis aos EUA. Ainda não foram divulgados os detalhes das alterações.
Trump tem apontado como ponto crítico o descongelamento de fundos iranianos, tema que o preocupa desde o acordo de 2015, assinado durante a gestão de Barack Obama. A cobrança inclui que o Irã responda de forma mais ágil.
As negociações seguem sem conclusão definida. O tema central envolve o eventual fim de sanções, o futuro do Estreito de Ormuz e o papel do Irã no Oriente Médio, com vigilância sobre o programa nuclear.
Uma das questões em aberto é a aprovação pelo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, para seguir adiante com qualquer acordo. Os EUA também querem manter o estreito aberto à navegação, sem tarifas, como condição essencial.
Além disso, Washington pressiona o Irã para encerrar o apoio a milícias regionais, como Hezbollah, Hamas, Houthis e grupos xiitas iraquianos. As partes discutem ainda o fim de apoio iraniano a operações militares na região.
Analistas ressaltam que, mesmo com avanços, o timing é sensível. Se não houver consenso, o presidente pode enfrentar críticas internas e impactos na economia, como variações no preço de combustíveis. Agência: diversas.
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