- Processos movidos nos EUA e no Reino Unido acusam a Steam, da Valve, de abusar do poder de mercado na indústria de jogos, estimada em US$ 40 bilhões.
- Os desenvolvedores independentes dizem que a empresa pratica uma política tácita para punir descontos em lojas rivais.
- Gabe Newell, presidente da Valve, nega a existência de qualquer política de ditar preços a desenvolvedores de terceiros.
- Transcrições internas obtidas indicam que funcionários da Valve teriam feito cumprir a suposta regra, enquanto Newell afirmou estar confuso com a pergunta e ressaltou a satisfação de parceiros e clientes.
Valve enfrenta ações de antitruste nos Estados Unidos e no Reino Unido que acusam a Steam, loja online dominante de jogos para PC, de explorar poder de mercado. A defesa da companhia é de que não há monopólio ilegal. O caso envolve trabalhistas e relações entre desenvolvedores independentes e a plataforma.
Os demandantes afirmam que a Steam usa políticas tácitas para punir desenvolvedores que oferecem descontos em outras plataformas, prejudicando a concorrência em um mercado estimado em 40 bilhões de dólares. O processo sustenta que a dependência dos criadores em relação à Steam facilita práticas anticompetitivas.
Gabe Newell, cofundador e presidente da Valve, participou de uma audiência em novembro de 2023 com a presença de advogados, em Seattle, nos EUA. A empresa nega qualquer política de ditar preços a desenvolvedores terceirizados em outras plataformas, conforme transcrição de seu depoimento, cuja existência não havia sido amplamente divulgada.
Segundo a reportagem, records internos de comunicação mostrariam funcionários da Valve aplicando uma regra imposta a parceiros. Em resposta, Newell reiterou que a companhia não possui prática de restringir preços nem de punir quem vende jogos a preços diferentes.
A depoimento ocorreu durante um processo ainda em andamento, que envolve acusações de abuso de poder de mercado pela Steam. A natureza da disputa envolve, principalmente, como a plataforma gerencia descontos, distribuição de receitas e acesso de desenvolvedores a outras lojas.
A Valve sustenta que a Steam oferece serviço de plataforma para desenvolvedores e usuários sem violar leis de concorrência. O caso retorna a discussão sobre o papel de lojas digitais no ecossistema de PC e os impactos sobre pequenas equipes de produção de jogos.
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