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40 mil garrafas: adega de Stalin será leiloada em breve

Cave histórica de Josef Staline, em Tbilissi, com quarenta mil garrafas, será leiloada, elevando a visibilidade internacional dos vinhos georgianos

Joseph Staline (1878-1953).
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  • O governo georgiano abriu, no dia 28 de maio, a cave histórica de vinhos de Joseph Staline, em Tbilissi, para venda em leilão, com cerca de 40 mil garrafas.
  • A coleção abriga vinhos georgianos raros e também rótulos internacionais de prestige, alguns vindos de coleções pessoais de figuras históricas.
  • Parte da guarda foi protegida ao longo do tempo, incluindo períodos em que estatais e forças político-militares interferiram na custódia das garrafas.
  • A venda será precedida de estudo detalhado para identificar e catalogar cada garrafa, com a possível criação de uma escola de enologia financiada pelo uso dos recursos.
  • A trajetória da cave envolve eventos desde a Revolução Russa, com desvio de partes da coleção para a Crimeia e outras áreas, mantendo até hoje o que seria o último fragmento intacto da antiga adega de Staline.

O governo georgiano abriu em 28 de maio a cave histórica de vinhos associada a Joseph Staline, em Tbilissi, para venda em leilão. A reserva reúne cerca de 40 mil garrafas, incluindo peças do início do século XIX. A comercialização visa principalemente ampliar o interesse internacional pelo vinho georgiano.

Colecionadores de várias partes do mundo viajaram a Tbilissi para acompanhar o leilão, segundo a agência Reuters. Um visitante vindo de Dallas descreveu o momento como uma descoberta de valor histórico, destacando a expectativa em torno do acervo.

Contexto histórico da coleção

Após a revolução de 1917, a cave imperial foi saqueada pelos comunistas. Quando Staline chegou ao poder, ele restabeleceu parte do acervo e adicionou vinhos georgianos, além de grandes Crus de Bordeaux. A ideia é destacar a importância da oenoteca para a identidade vinícola local.

Conteúdo e possíveis destinos

A coleção mistura vinhos georgianos raros a destilados e itens de prestígio internacional. Entre as peças, há relatos de itens que teriam pertencido a Napoleão e a Staline, além de garrafas recebidas no 70º aniversário do líder soviético. Parte do acervo foi armazenada pelo KGB.

Propósito educacional e próximos passos

Segundo Tamta Kvelaidze, vice-presidente da National Wine Agency, serão avaliadas as garrafas para identificar conteúdo e estado. Em seguida, formará-se uma equipe de especialistas para documentar e catalogar cada item, definindo os rumos da venda.

Passado de guerras e atualidade

Durante a Segunda Guerra, parte da coleção foi transferida para a Crimeia e outra parte escondida na Geórgia. O que permanece em Tbilissi é considerado o último fragmento intacto da cave histórica de Staline. A venda dependerá de estudo técnico completo.

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