- A polícia divulgou imagens de corpo de policial que mostram Henry Nowak, 18 anos, sendo algemado enquanto agonizava; o áudio foi removido em partes por conteúdo perturbador.
- O vídeo, gravado em dezembro, mostra o responsável pelo ataque, Vickrum Digwa, 23 anos, dizendo ter sido vítima de abuso racial e agindo em legítima defesa — versão que a Justiça rejeitou.
- Digwa foi condenado à prisão perpétua, com mínimo de 21 anos, por usar uma lâmina de 21 centímetros para matar Nowak, que voltava para casa após sair com amigos em Southampton.
- A Justiça dispensou as alegações de racismo de Digwa; o pai da vítima, Mark Nowak, disse que o filho não recebeu tratamento digno e que o agressor teve “decência” durante o processo.
- A família de Henry foi informada antes da divulgação das imagens, que também foi exibido no tribunal.
Os órgãos de segurança divulgaram imagens de câmera corporal que mostram policiais algemando Henry Nowak, de 18 anos, enquanto ele já estava ferido. O episódio aconteceu em Southampton, no dia 3 de dezembro, após Nowak ser atacado pelo suspeito Vickrum Digwa, de 23 anos. Digwa usou uma lâmina de 21 cm para o ataque, que os investigadores afirmam ter ocorrido durante um percurso de retorno à casa após sair com amigos. A defesa chegou a alegar que o ataque foi em legítima defesa, porém essa versão foi rejeitada pelo tribunal.
A divulgação das imagens ocorreu após contato entre a polícia e a família de Nowak. O material também foi utilizado como parte das provas durante o processo judicial. Em nota, as autoridades informaram que a íntegra do vídeo foi apresentada ao tribunal e que o áudio foi removido em trechos por conter conteúdos sensíveis.
Condenação e detalhes do caso
Digwa foi condenado na segunda-feira a pena de prisão permanente, com um mínimo de 21 anos de cárcere, pelo homicídio de Nowak. A sentença foi proferida após o juiz rejeitar as alegações de racismo apresentadas pela defesa. O tribunal considerou o homicídio como ataque grave a um indivíduo que caminhava sozinho à noite.
Reação da família
O pai da vítima, Mark Nowak, comentou fora do tribunal sobre o tratamento diferenciado entre Nowak e o agressor e afirmou que a situação foi difícil de suportar. Segundo ele, Henry não deveria ter morrido nas ruas de Southampton nem sob custódia policial, descrevendo a situação como desumana e degradante. A família apontou que Digwa recebeu tratamento considerado mais humano durante o processo.
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