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Alckmin promete atuar para evitar taxação de 25% proposta pelos EUA

Alckmin afirma que o Brasil buscará reverter a tarifa de 25% proposta pelos EUA, dizendo que é injusta e pode atingir 21% das exportações

Alckmin disse que decisão dos EUA é 'extremamente injusta'
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  • O governo dos Estados Unidos propôs impor tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil, ação que o vice-presidente Geraldo Alckmin disse ter indignado o governo brasileiro.
  • Alckmin afirmou que fará o possível para reverter a taxação e que o diálogo continua, apesar de o movimento ter sido visto como sabotagem por “falsos patriotas”.
  • Segundo o USTR, o Brasil tem até o dia 15 de julho para adotar medidas corretivas antes de a tarifa entrar em vigor. A investigação esteve ligada à seção 301, que analisa políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual.
  • O governo destacou o Pix, defendido pelo ministro Dario Durigan, como patrimônio nacional e símbolo de soberania financeira, atacando a alegação de tratamento injusto por parte do Brasil.
  • O ministro Márcio Elias Rosa informou que a tributação pode alcançar até 21% das exportações brasileiras, atingindo principalmente máquinas e equipamentos, plástico, madeira e outros setores, e reiterou a importância do diálogo entre as nações.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil recebeu com indignação a proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos importados. Ele disse que o governo fará o possível para evitar a taxação e que o caminho é o diálogo.

A avaliação de Alckmin é de que a medida é injusta, especialmente porque citações na seção 301 tratam do Pix, considerado patrimônio e conquista do povo brasileiro. O vice-presidente destacou que o diálogo já ocorria, mas poderia ser prejudicado por atos de supostos sabotadores.

A Representação Comercial dos EUA abriu a investigação em julho de 2025, analisando políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual. Ao concluir, o USTR propôs a tarifa e deu prazo até 15 de julho para o Brasil adotar medidas corretivas.

Reações oficiais

Ministros presentes na coletiva enfatizaram a defesa do Pix, ressaltando sua importância para a soberania financeira do país. A atuação brasileira é pautada pelo interesse público, segundo eles, e pelo diálogo com Washington.

Durigan afirmou que a tarifa, se efetivada, pode prejudicar a economia e elevar custos para empresas e trabalhadores. Ele ressaltou que as premissas da seção 301 podem estar desatualizadas e que o governo buscará esclarecimentos para derrubar a tarifa.

Potencial impacto econômico

O ministro Rosa estimou que a taxação pode afetar até 21% das exportações brasileiras, com maior impacto em máquinas, plástico, madeira, calçados, ferro fundido e pesca. Ele destacou que as negociações estão em curso, mas permanecem sob risco de retrocesso.

Ameaças de retrocesso são citadas como possível consequência de avanços diplomáticos, segundo Rosa, que destacou a importância de manter a economia estável e a soberania. O governo segue trabalhando para esclarecer a situação com os EUA.

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