Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Armas são uma coisa, se houver guerra, a maior força da Europa são as pessoas

Defesa europeia depende cada vez mais de pessoas: civis treinados, milícias e voluntariado em cyber, logística e apoio à retaguarda

Volunteers in Poland's army learn to apply camouflage face paint during basic training in Nowogrod, Poland, June 2024.
0:00
Carregando...
0:00
  • Países nórdicos e bálticos mostram que a defesa envolve mais pessoas do que armas, já que ataques cibernéticos podem paralisar serviços sem fogo de arma.
  • na Suécia, o Corpo Voluntário de Motociclistas treina cidadãos para entrega de itens críticos entre gabinetes em crise; já são mais de 250 motoristas formados.
  • outros países da região adotam métodos similares: Estônia treina profissionais de TI na defesa cibernética, Lituânia ensina drones e Polônia lançou o programa W gotowości para 400 mil cidadãos.
  • a participação civil é vista como tendência, com mais pessoas ingressando em organizações de defesa civil e de defesa doméstica; Reino Unido, Itália e Espanha ainda não têm escala semelhante.
  • o aumento do envolvimento público ocorre mesmo com foco inicial em militares; na Alemanha, 30% dos jovens de 18 a 28 apoiam serviço militar obrigatório, mas 4 em cada 5 apoiam um ano de serviço obrigatório na sociedade.

O que está acontecendo é que países do Norte da Europa intensificam a defesa cidadã como complemento às armas. Em meio a tensões com a Rússia, cidadãos se preparam para atuar sem integrar as forças de combate.

Em Sweden, o Corpo de Motociclistas Voluntários treina civis como mensageiros em situações de crise. Os entregas de itens essenciais entre gabinetes governamentais devem ocorrer mesmo na falta de energia ou de conectividade. Drones são vistos como menos seguros no cenário de guerra.

Mais de 250 motociclistas já concluíram o curso, e novos voluntários seguem em formação. Em paralelo, suecos contribuem em organizações auxiliares que apoiam as forças armadas sem entrar em combate direto, como a Guarda Nacional e outras redes civis de defesa.

A tendência não se restringe à Suécia. Países da região nórdica e Báltica mobilizam diferentes formatos de participação civil, desde profissionais de TI em unidades de defesa cibernética até jovens recebendo treino prático de sobrevivência e operação de drones.

Defesa cidadã como recurso

Na Estônia, profissionais de TI integram a unidade de defesa cibernética, enquanto jovens recebem instruções em habilidades práticas de sobrevivência. Na Lituânia, crianças e adolescentes aprendem a construir e operar drones, fortalecendo capacidades técnicas desde cedo.

Na Polônia, o programa W Gotowości amplia o treinamento de 400 mil cidadãos em competências básicas militares, primeiros socorros e higiene cibernética. A iniciativa busca ampliar a resiliência do país frente a ameaças.

Especialista suega Elisabeth Braw aponta que a defesa envolve cidadãos, não apenas soldados. Em outros países europeus, o envolvimento cívico ainda é incipiente, mas cresce o interesse por modelos que promovam participação ampla sem militarização excessiva.

O debate sobre investimentos na defesa evoluiu. A expectativa de chegar a 5% do PIB em gastos militares, anunciada no último encontro da Otan, contrasta com a necessidade de atrair e reter pessoas treinadas para funções auxiliares na crise.

Analistas destacam que, mesmo com grandes encomendas de armamentos, o recurso humano é imediato e vital em cenários de guerra moderna, que combinam ataques físicos e digitais. Países que explorarem melhor esse potencial tendem a sair na frente.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais