- O Reino Unido enfrenta onda de calor com noite tropical precoce e temperatura diurna acima de 35 °C em Londres, afetando quem trabalha em casa.
- A demanda por ar‑condicionado dispara, mas a adoção ainda é baixa: cerca de 7% das residências têm AR‑ Condicionado fixo e 8% usam aparelhos portáteis.
- Londres enfrenta resistência local ao uso generalizado de AR‑condicionado por questões de consumo de energia e emissões, com restrições em bairros como Kensington & Chelsea para proteger fachadas históricas.
- O Comitê de Mudanças Climáticas recomenda incluir o ar‑condicionado no plano de resfriamento do país, com AC em edifícios públicos, regras de temperatura no trabalho e subsídios para quem não pode pagar.
- Estudos indicam risco de mortes adicionais por calor extremo na Inglaterra e no País de Gales; o Parlamento discutirá adaptação climática em reunião prevista para junho.
O verão recorde no Reino Unido acelera o retorno aos escritórios diante de uma onda de calor que eleva desconforto, reduz produtividade em casa e aumenta a procura por ar-condicionado. Londrinos vivem dias de temperaturas acima de 35 °C, com noites tropicais precoces.
A cidade vive o desafio: a infraestrutura pública e habitacional não está preparada para calor extremo prolongado. Em Londres, mais da metade do Ato de transporte não possui ar-condicionado, o que agrava a sensação de calor no deslocamento.
Segundo empresas do setor, mesmo quem trabalha dois ou três dias remotos por semana sofre com espaços sem refrigeração adequada. A demanda por instalações de ar-condicionado está elevada, com agendas cheias até o fim do verão.
Contexto climático
O país passa por aquecimento acima da média global, elevando a necessidade de refrigeração. O ar-condicionado segue sendo visto por muitos como luxo, apesar de ter dobrado de adoção nos últimos anos, ainda presente em apenas 7% das residências.
Arquitetos e especialistas indicam que muitos imóveis foram projetados para climas passados e não resistem bem a ondas de calor contínuas. A incapacidade de refrescar ambientes é apontada como crise arquitetônica.
Impactos e relatos
Casas em Londres e em cidades do sudeste mostram dificuldades para manter ambientes frescos. Moradores relatam impossibilidade de instalar aparelhos, ou custo elevado para adaptar prédios com autorização de fachadas históricas.
Moradores com restrições de condomínio destacam que políticas de aprovação de ar-condicionado dificultam a adaptação. Em bairros de alto valor, regras costumam restringir reformas para manter estética local.
Ações e debates
O Comitê de Mudanças Climáticas recomenda incorporar ar-condicionado como parte de planos de resfriamento ativos, especialmente em hospitais e casas de repouso. O governo debate financiamento e padrões de temperatura no trabalho.
A Auditoria Ambiental do Parlamento convocou reunião para discutir adaptação ao clima que se aquece, após recordes de maio. O objetivo é avaliar respostas públicas e privadas ao calor extremo.
Medidas públicas e barreiras
O governo londrino tem resistência ao uso amplo de ar-condicionado, citando consumo de energia e impacto em ilhas de calor. Em Kensington & Chelsea, instalar AC pode exigir permissão e enfrentar restrições estéticas.
Há propostas de subsídios e incentivos para bombas de calor ar-ar, que também fornecem refrigeração. No entanto, normas de certificação ainda não estão prontas para implementação.
Olhar futuro
Especialistas defendem que cidades precisam de estratégias de resfriamento mais ativas, com shading, envidraçamento eficiente e regulação de temperaturas nos espaços públicos. A prefeitura de Londres busca atualizar políticas de desenvolvimento urbano com foco em refrigeração.
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