- China reconheceu o Brasil como país livre de febre aftosa, revogando restrições à exportação de carne bovina.
- A medida ocorreu após o pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária e confirmação da Organização Mundial de Saúde Animal de que o Brasil eliminou a circulação do vírus sem vacinação.
- O processo envolveu envio de informações técnicas em 2024 e 2025 para atender às exigências chinesas.
- O reconhecimento ocorre em meio a a implementação de uma cota máxima de importação para 2026–2028, que pode reduzir as exportações brasileiras em cerca de 10% no exterior.
- O anúncio foi feito às vésperas da visita do chanceler Mauro Vieira a Pequim para o Diálogo Estratégico Global Brasil-China.
China reconheceu o Brasil como livre da febre aftosa, revogando restrições à exportação de carne bovina. A medida ocorreu após o Ministério da Agricultura solicitar o reconhecimento sem vacinação. A OMSA já havia declarado o Brasil livre sem vacinação pouco antes.
A decisão intensifica o comércio bilateral, com o Brasil respondendo pela maior parte das importações de carne bovina pela China. A China vinha pedindo informações técnicas sobre os controles sanitários desde 2024, e recebeu novas informações no ano seguinte.
O anúncio ocorreu próximo à viagem do chanceler Mauro Vieira a Pequim para o Diálogo Estratégico Global Brasil-China, em que foram discutidas relações bilaterais e abastecimento de fertilizantes. A pauta também inclui cooperação em comércio e segurança alimentar.
Relação comercial e próximos passos
A China abriu passagem para aumento de exportações brasileiras, após a conclusão de avaliações técnicas positivas. No entanto, Pequim mantém a salvaguarda para a carne bovina em 2026-2028, com quotas por país.
Para o Brasil, a medida pode reduzir as exportações globais em cerca de 10%, conforme estimativas da Abiec, já que a cota brasileira representa aproximadamente 65% do total exportado em 2025.
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