- A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado acompanha anúncios dos EUA sobre novas tarifas a produtos brasileiros.
- O presidente da CRE, senador Nelsinho Trad, defendeu diálogo, responsabilidade e atuação técnica, buscando defender os interesses do Brasil sem escaladas.
- Trad informou que a CRE já começou a ouvir setores que podem ser impactados e acredita que o Brasil tem algumas semanas para se posicionar junto aos EUA.
- Ele está em contato com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o Itamaraty e solicitou aos produtores dados detalhados sobre impactos, para embasar a atuação da comissão.
- A reivindicação dos EUA precisa passar por consulta pública norte-americana, com audiência e decisão prevista para meados de julho; a CRE pode realizar nova viagem aos EUA se for necessário.
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado acompanha os anúncios dos Estados Unidos sobre novas tarifas a produtos brasileiros. Em entrevista nesta terça-feira (2), o presidente da CRE, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), defendeu cautela e responsabilidade, mas destacou a necessidade do Brasil usar todos os caminhos para defender seus interesses.
Trad ressaltou que antes de qualquer escalada o Brasil deve esgotar o diálogo, a consulta pública, a articulação técnica e a interlocução parlamentar. Afirmou que a retaliação sem estratégia pode trazer impactos para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros, e que a resposta precisa ser firme, serena e técnica.
O senador informou que já começou a ouvir os setores que poderão ser atingidos pelas tarifas e disse que o Brasil tem algumas semanas para se defender junto aos EUA. Ele está em contato com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o Itamaraty, e não descartou uma nova viagem de membros da CRE aos Estados Unidos.
Trad pediu aos produtores brasileiros que subsidiem a CRE com dados sobre os impactos potenciais das tarifas anunciadas por Donald Trump. Não descartou novas viagens àquela nação para aprofundar as informações necessárias. A comissão avalia, ainda, a possibilidade de ampliar o diálogo com representantes setoriais.
Segundo o senador, a reclamação dos EUA ainda precisa passar por consulta pública no país para nova audiência e decisão prevista para meados de julho. Ele afirmou que, para medir o impacto, é essencial ouvir setor por setor e coletar dados como produto, código tarifário, contrato, mercado, custo e risco de perda.
Com as informações mais concretas, a CRE pretende atuar de forma mais precisa na defesa de interesses brasileiros, conforme o planejamento da comissão. O objetivo é orientar a resposta do Brasil de maneira técnica e coordenada.
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