- A Fiesp afirmou que acompanha com profunda preocupação o relatório preliminar do USTR, que propõe tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros.
- A tarifa seria aplicada com base em investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e a decisão final depende do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para julho.
- A entidade pediu atuação rápida e firme do governo brasileiro para evitar a confirmação das tarifas antes da decisão final.
- O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que a diplomacia empresarial ajudou a excluir alguns itens da lista, mas ainda há risco para as exportações do Brasil.
- A Fiesp continuará colaborando com autoridades e usando a diplomacia empresarial para tentar reverter ou reduzir os impactos, com audiência pública marcada para 6 de julho e prazo de 15 de julho para respostas.
A Fiesp informou nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, que acompanha com profunda preocupação o relatório preliminar do USTR que propõe uma tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros. A medida surge após investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A federação aponta que a proposta pode impactar negativamente as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, bem como a competitividade brasileira. A orientação interna já tem o objetivo de evitar a confirmação das tarifas antes da decisão final.
Segundo a Fiesp, as negociações diplomáticas já ajudaram a excluir alguns itens da lista, mas o risco de prejuízos persiste. A entidade defende atuação rápida e firme do governo brasileiro para mitigar impactos antes da decisão de julho.
O relatório do USTR cita temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. O governo norte-americano marcou audiência pública para 6 de julho.
Brasil deve apresentar respostas às reclamações até 15 de julho, conforme cronograma do USTR. A decisão final sobre as tarifas ficará a cargo do presidente dos EUA, Donald Trump, após avaliação do relatório.
Medidas e próximos passos
A Fiesp afirmou que continuará colaborando com autoridades brasileiras. A entidade pretende manter a atuação por meio da diplomacia empresarial para tentar reverter as propostas ou reduzir seus impactos na economia nacional.
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