- O governo brasileiro vê riscos na mudança de classificação do PCC e da CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos, especialmente para o combate ao crime organizado transnacional.
- O Itamaraty aponta que a decisão pode atrapalhar a troca de informações e a cooperação policial entre Brasil e EUA, dificultando o rastreio de trilhas financeiras.
- O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, encaminhou um ofício à Câmara dos Deputados destacando a necessidade de acelerar o intercâmbio de informações entre autoridades.
- O documento sustenta que a resposta efetiva ao crime exige cooperação jurídica, fluidez na troca de informações de inteligência e seguimento da trilha financeira, não a designação como terroristas.
O governo brasileiro afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e a CV como organizações terroristas pode comprometer a cooperação policial e o rastreio de trilhas financeiras. O avaliamento foi apresentado pelo Itamaraty, em Brasília, nesta quinta-feira, 4 de março de 2026.
O ministro Mauro Vieira, chefe da pasta, encaminhou um ofício à Câmara dos Deputados expondo a posição do governo. O documento destaca que, para o combate efetivo ao crime organizado transnacional, é essencial acelerar a troca de informações entre autoridades, bem como fortalecer a cooperação jurídica penal e o acompanhamento financeiro das redes criminosas.
A mensagem do Itamaraty sustenta que a designação como terroristas não facilitaria a atuação brasileira e, na prática, pode dificultar o recebimento de dados por parte das autoridades nacionais. A visão também aponta que a cooperação precisa ser fortalecida por vias técnicas, não pela classificação formal.
Impactos práticos
O governo brasileiro sinaliza que o relacionamento de cooperação entre Brasil e EUA depende de canais eficientes de informação e de ações coordenadas para desmantelar organizações criminosas, sem depender de enquadramentos terroristas.
Posicionamento do Itamaraty
Segundo o Ministério, a prioridade é manter fluxos rápidos de inteligência, procedimentos jurídicos ágeis e a cadeia de rastreio financeiro até os escalões mais altos das organizações criminosas. A mudança na classificação é vista como risco à efetividade dessas frentes.
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