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Irã avalia acordo para encerrar guerra, diante impasses com EUA

Teerã analisa proposta norte-americana para acordo provisório, mantendo postura rígida e impasse nas negociações

Pessoas seguram bandeiras do Hezbollah durante um comício em Teerã, Irã , em 1º de junho de 2026.
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  • O Irã avalia a proposta dos EUA para encerrar a guerra, mas ainda não respondeu ao texto final do acordo provisório e mantém postura rígida por entender histórico de descumprimentos por parte de Washington.
  • A agência iraniana Mehr informou a avaliação do governo iraniano nesta terça-feira, 2, após o presidente dos EUA ter dito que as negociações seguem.
  • As negociações indiretas para um acordo temporário não tiveram desfecho e o Estreito de Ormuz permaneceu em grande parte fechado.
  • O Irã busca um acordo interino limitado que alivie pressão econômica, sem abrir mão de seu programa nuclear, enquanto o governo ressalta a necessidade de fim das hostilidades e acesso a receitas petrolíferas.
  • Enquanto isso, Israel mantém ataques no Líbano e negociações para um cessar-fogo no Líbano foram anunciadas, com autoridades libanesas buscando ampliar a trégua durante as próximas conversas em Washington.

O Irã está avaliando uma proposta dos EUA para encerrar a guerra entre os dois países. A informação foi veiculada pela agência Mehr nesta terça (2), após o presidente americano dizer que as negociações seguem em andamento. O acordo seria provisório e envolveria um cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Irã não respondeu ao texto final apresentado e adotou uma postura rígida. A justificativa envolve histórico de descumprimento de compromissos por parte dos EUA e desconfiança que persiste entre as partes. As negociações são indiretas e não produziram acordo definitivo.

Trump afirmou que as negociações continuam e que um acordo para ampliar o cessar-fogo deverá surgir na próxima semana. Desde meados de março, o presidente repetiu que está próximo de firmar a paz, ainda que ataques ocorram entre as partes.

O cessar-fogo está em vigor desde o começo de abril, mas tensões cresceram. Na última semana, EUA e Irã se descreveram em atos de hostilidade, ampliando a tensão com a região do Golfo e Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo global.

O Irã pressiona por um acordo interino limitado. O objetivo é aliviar pressão econômica sem abrir mão de avanços em seu programa nuclear, segundo fontes iranianas. Entre as exigências estariam fim das hostilidades em todos os frontes e acesso a receitas petrolíferas.

A Agência Internacional de Energia ressalta que, mesmo com quedas de preço, estoques globais de petróleo podem ficar baixos. Em paralelo, o Estreito de Ormuz continua sob tensão, com o Irã mantendo o controle estratégico da passagem.

Israel mantém ataques no Líbano, elevando a temperatura regional. A ofensiva libanesa já provocou mortes e impactos econômicos. O Hezbollah e Israel intensificam confrontos, em meio a negociações com a mediação americana.

O governo do Líbano anunciou intenção de ampliar a trégua durante negociações previstas para quarta-feira em Washington. Netanyahu encara críticas internas caso aceite limitações em Beirute, com eleições próximas.

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